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nada importa

Domingo, Julho 20, 2008


you



Terça-feira, Março 04, 2008


foi, passou, já era e já foi-se
não vou escrever nada no gênero "adeus, óh mundo cruel"...
mas aqui fica guardada para todo mundo ver uma partezinha da minha vida.
então... se você estiver fuçando por aí na internet e chegar aqui, sinta-se à vontade para olhar, fuçar, crititar e falar "nossa, como essa menina é bizarra!", por que provavelmente se eu mesma voltar aqui daqui a um ano ou dois, eu vou ler e falar "nossa, como essa menina É bizarra!"
mas eu ainda acho que um dia vou ser importante, e vai ser legal lembrar como minhas unhas viviam com esmalte descascado e meu cabelo vivia desbotado, ou o jeito como eu tropeçava nas minhas próprias idéias e finjia cair, como eu caia de verdade; mas não confunda as coisas, que bobinha eu não sou.


www.fotolog.com/lostinnocence
www.fotolog.com/petitpetit
e só



Sábado, Junho 09, 2007


good bye, my lover.



Sábado, Fevereiro 17, 2007


innocence.rainhadopunk.com




blog novo, vida nova.
será?



Terça-feira, Fevereiro 06, 2007


perdi a perua e fui de ônbus... estava chovendo mas pelo menos já era dia, e eu tinha mais de uma hora e meia para chegar até o vera; então eu fui andando uma boa parte do caminho.
lá pelas tantas eu resolvo pegar um ônibus (tinha começado a chover mais forte e meus tênis estavam encharcados). sento do lado de uma mulher, e vejo que a agenda dela tem uns símbolos conhecidos.
-alô, nanci? oi aqui é a ana... o júlio já chegou? então eu sou a professora da seven...
os nomes eram conhecidos demais, e os símbolos também. simbolos são coisas engraçadas: quando a gente participa deles, não acha nada demais, mas quando eles passam a ser coisas alheias ao nosso dia-a-dia, ganham significados, viram.. símbolos!
eu e a mulher descemos no mesmo ponto, mas ela atravessou a rua. eu não tinha esta nescecidade, meu caminho era outro, apesar de a rua ser tão conhecida. desço meio tropeçando a rua molhada, e alí está: um brinquedo de lego gigante, colorido apesar da nova parte cinza. as pessoas estavam chegando, entrando apressadas, o sinal dos dez minutos bateu, e tudo ficou silêncioso.
não resisti e atravessei a rua. a ló me disse "corre lídia, você é do colegial agora e não pode se atrasar!", mas eu não estava atrasada: meu sinal estava longe no tempo e espaço, mais longe do que eu queria; e meus olhos brilharam.
desci para o outro ponto, igualmente vazio. e lá eu encontrei o mendigo, sabe, aquele que eu fiquei conversando no último dia que eu fui completa? então. e ele me perguntou: mas para quê que você mudou? não sei, sabe, não sei.



Terça-feira, Janeiro 23, 2007


é horrivel voltar a rotina...
pensar que a vida da praia, ou da colônia, é só durante o verão. ah, o verão, a época em que você vai fazer tudo o que vai contar um dia pros netos blábláblá. para mim o verão é a época em que os sonhos ficam a um passo, um mísero passinho de serem verdade. e aí o despertador toca, e você tem que se aprontar para enfrentar o pátio cinza, os professores novos, as caras desconhecidas.
o sonho escorre pelo ralo junto com a água do banho.

nós não nascemos para o verão.
nascemos para o ano.
mas, ah, 2007 vai ser um ano memorável... isso vai.

layout novo. quem gostou levanta a mão!



Sexta-feira, Janeiro 19, 2007


E o sol está sempre brilhando, não? Só depende de onde você está, para o tempo nublar. Um dia me disseram que o céu estava verde-limão, para combinar com o estado de espírito das pessoas que sorriem. E eu não quis acreditar, por que para mim cinza é uma cor neutra, e neutro é legal. Legal é bom. Mas às vezes o bom não é suficiente, e me dá vontade de voar por aí, procurando um espaçozinho ensolarado nesse mundo. Então o aviãozinho de mentira decola e me leva de volta de do mundo paralelo; será que vai estar nublado do outro lado?
No pôr do sol cada centímetro faz a diferença...


[acho que eu e as palavras fizemos as pazes]



Terça-feira, Janeiro 16, 2007


acabei de descobrir... a coisa mais triste do mundo é uma coca-cola quente de madrugada.
você chega na cozinha, e descobre uma lata. está quente. e aquilo desce amargo, mas você pensa que aquilo pode ser doce, basta um pouco de gelo!, mas está tão longe, por estar tão perto; bastariam a geladeira ao seu lado e o tempo.
poderia ser doce, mas é amargo.
e os goles compulsivos caem no estômago vazio, queimando, ardendo, e você sonha, sonha que aquilo deveria ser doce.

se estou triste? nada que um pouco de gelo não resolva...
eu entro em várias crises nas férias!



Quinta-feira, Janeiro 04, 2007


estou de férias, fui viajar, o yuri foi para intercâmbio, eu quase abandonei o blog, mas ao invés disso fiz um layout novo, as palavras estão de mal comigo e eu sonho toda a noite com a escola nova.


não é que não tenha acontecido nada, mas ah...



Quinta-feira, Dezembro 21, 2006


sei lá. vazio.
um vazio estranho, que não me deixa pensar nada. tudo que eu penso me irrita.
e eu fico mandando os pensamentos para o fundo da cabeça, para eles não terem que ser pensados. não agora.

se eu for pensar nas coisas que aconteceram... eu vou ter que PROCESSAR elas, fazer ligações, realizar, saca? fazer ter acontecido...
e eu não quero nada disso, eu quero deixar para processar, fazer ligações, realizar que aconteceu/acabou/vai acabar DEPOIS, por que fazer isso cansa, e realizar é uma coisa que eu não quero.

as vezes eu me pergunto, o que é que eu faço de mim?
um coringa se encaixa em todos os naipes, mas não pertence na realidade a nenhum. ele vagueia por aí, perdido, sem saber o que acha, o que pensa, o que sente, e continua confuso. nunca saciará sua confusão.

estou sem vontade de fazer nada, mas ao mesmo tempo eu não quero ficar não-fazendo-nada. queria meio que não existir, não-ser, não, não, não!!!




e o medo de ser um coringa continua...



Quinta-feira, Novembro 30, 2006


carta à uma amiga

o fim.
continuamente aclamado, mas nunca esperado, chegou.
e os sorrisos e abraços se tornam os últimos.
últimos?
nunca.

vivemos num mundo aonde todos os ciclos são feito de dois: dia e noite, homem e mulher, começo e fim, vida e morte.
e assim como tudo, o fim disso é o começo de outra coisa.

mas isso não torna o fim mais fácil ou agradável. ah, não. saber que já sabíamos disso, mas não levávamos muito a sério, torna ainda mais patéticas nossas lágrimas derramadas por algo de que nós mesmos abrimos mão. e o chão verde se desbota, como todas as cores de tinta-guache, e um dia passaremos na frente daquele prédio e descobriremos que o chão é azul e as grades laranjas. e, de dentro de nosso carro, com marido e filho, sentiremos denovo a falta daquilo que nos foi tão caro.

"no baralho existem muitas cartas, mas apenas um coringa". e o oswald foi nosso coringa: já o gastamos. mas, sem saber, nesses anos todos sofremos uma profunda metamorfose: o caçador virou um monstro, e nós seremos os próximos a andar por aí com roupas estufadas para esconder som dos guisos.

por mais que vivamos em um mundo aonde todos os ciclos são feitos de dois, seremos eternos coringas; não se encaixando em nenhum dos nipes, mas servindo em todos. e buscaremos, eternamente, o nosso próprio baralho, feito tão-somente de coringas como nós. sabemos que ele está por aí, embora espalhado aos quatro ventos desde o bater do sinal das 13h do dia primeiro de dezembro de dois mil e seis.

um dia o quebra-cabeça vai se completar.
até lá, vivamos.
e saiba que eu te amo.


sim. amanhã é definitivo.



Domingo, Novembro 12, 2006


fim de ano

sim, o ano vai acabando. e a nossa história, a tanto começada parecia que não teria fim. pelo menos não tão cedo.mas o ano vai acabando, assim como todos os outros, como todo o resto, fazendo com que os pilares remanescentes desabem, com ou sem professores dentro. e acaba, mais cedo do que esperávamos.

acabou-se.
nosso mundo encandado, destruido.
esboços, escassos, destroços. quem irá se lembrar das piadas internas, das memórias perdidas, dos momentos eternos? tudo aquilo foi-se, com o último sinal. e inaugura-se então a nova era de sua vida. o povo toma se caminhos, solitário, indefeso.

eramos um, agora somos vários.
perdidos.



Quinta-feira, Outubro 26, 2006


é... todos temos uma história bonita para contar.
como, por exemplo, as vezes que o mundo parece feito de diamante, e brilha, como aquelas bolinhas que tem um castelo dentro que se você chacoalhar, a neve cai, fornecendo a tudo uma aura de magia e felicidade. podemos passar horas e horas apenas observando e chacoalhando, observando e chacoalhando, embebidas pela ignorância temporária que o amor nos dá.
mas por algum motivo, a bolinha sempre acaba caindo no chão. e se espatifa, em câmera lenta, prorrogando nosso sofrimento ao ver nosso mundo se esfarelar. e é tudo varrido para debaixo do tapete, como se nada tivesse nunca existido. nunca.
e é nessas horas que o mundo parece feito de pedra. granito, do tipo mais duro e impenetrável, nos fazendo ter vontade de desistir de tudo aquilo, e se esconder embaixo das cobertas, como faziamos como eramos crianças e observavamos nossa pequena bolinha de diamante, nas tardes frias e chuvosas de férias. e nada faz muito sentido por algum tempo.
mas aí a gente lembra que diamante é mais duro que granito. e isso deve significar alguma coisa, só que eu não consigo descobrir o quê. talvez estejamos fadadas a morrer tentando descobrir...

enquanto isso, observamos os pequenos globos de alegria, nevando neve eterna.



Sexta-feira, Outubro 20, 2006


sexta feira.
acordo as oito e quatorze. ouço a bá falando
-lídia, são oito e quinze.
ela mente; são oito e quatorze. mas tudo bem, pequenas mentiras me interessam.
o sol brilha e está frio. frio, mas sol. contraditório, porém não impossivel. é assim que tem que ser.
as ruas estão vazias, com aquele ar de manhã, que nós nunca vemos pois estamos presos dentro de salas brancas ouvindo sobre os mistérios do mundo. mas hoje alí eu estava, cheirando a brisa fresca e poluída da manhã paulista, comendo pão-de queijo mineiro. qual é o plural de pão de queijo? na verdade não importa, o que importa é que eles estavam quentinhos e crocantes, e me lembraram de quando eu fui para lá e não comi um único pão de queijo.
mas voltando. é incrível como o sol frio deixa tudo mais agradável. o ônibus estava com uns reflexos muito legais no chão, que davam aquela menina sentada ao meu lado um ar alegre, apesar de triste. é, a primavera é triste.
desci no ponto, e olho a minha frente. aquela rua tão bem conhecida, palco de tantas coisas, está alí, brilhando como eu nunca tinha visto. mas, incrivelmente, ela parece a mesma de sempre. paradoxal.
as pessoas da rua estão mudadas; elas já tem um ar de quem frequenta aquele lugar. sim, a cada quadra vemos um novo conhecido, chegando, indo embora. mas todos conhecidos, no entanto.
pressa. se tivesse que definir o colégio esta manhã em uma palavra, era pressa. mas não era uma pressa dos executivos fechando um grande negócio; era uma pressa calma, contida, organizada nas mínimas bagunças e paspatures. falando nisso, taí outra palavra de plural difícil: paspatur. para quem não sabe, paspatúr é um tipo de papel que uma certa professora de geografia acha que é a solução para todos os problemas do mundo, de painéis de charges ao capitalismo. mas enfim, lá tinha muito desses papéis. voando por aí, em pilhas, sendo pendurado. todos nós estavamos alí em função do paspatur. um professor de óculos apontou para um cantinho e disse:
- se vira com isso aí.
tudo bem, lá vamos nós. é difícil recortar e colar no escuro, mas rmas tudo acaba dando certo, no final, seja com cubos misturados ou silver-tape, que arranca a tinta secular da parede. falando em paredes, eu contei das paredes? acho que não. pois bem, elas estavam radiantes. felizes, eu diria, se uma parede pussesse o ser. o vermelho, cinza, amarelo e verde estavam mais brilhantes e alegres do que o normal, pois elas sabiam, sim, elas sabem que aquilo é especial e que é último, assim como tantas coisas tem sido as últimas por esses dias. e nem o estresse de ficar até mais tarde recortando e colando fotos e pendurando fitas me tira a idéia de que hoje foi um dia brilhante.
é a última, mas parece ser a primeira.
e é isso que importa, certo?



Domingo, Outubro 08, 2006


Você tem cheiro de brinquedo. Pura. Vai chegando, ligeirinha, e contamina a todos com sua alegria E sendo assim, você me contagiou, menina. Sim, você me pegou, com este seu sorriso de primavera, que se espalha por aí como milhares de florzinhas de ipê, que caêm da arvore e vão fazer alegria em outros cantos. Breves, como você, que está sempre de passagem. Não te culpo, pois sei que não posso exigir que você fique sempre aqui, já que tem um mundo inteiro para fazer feliz. E enquanto você está lonje, ah, não gosto nem de pensar, eu me sento naquele parque, vazio, me lembrando de quando você me fez rolar como uma folha carregada pelo vento, solta, leve e levada, só por que eu estava meio triste. E você estava rindo, rindo primaveira, minha menina. E a brisa tras o seu cheiro de brinquedo, com florzinhas roxas de ipê. Pura.



Quinta-feira, Setembro 28, 2006


eu ia a pé para escola. roubava amoras de uma árvore do caminho, e ia. lancheira na mão e sonhos na cabeça. todo dia era dia de festa, maçãs, parquinho. merthiolate ardia. uma de minhas manias era escrever da esquerda para a direita, espelhado, por que eu sou canhota. queria ser diferente, uma princesa, artista, bailarina. e sorriamos, ah, nós sorriamos, todo dia. o melhor esconderijo de todos era aquela árvore, perdida em um canto do quintal enooorme, cheio de areia e inocência. cabiam cinco de nós lá, segurando o riso, esfregando os pés descalços nas pedrinhas doloridas. o lobo mau vai te pegar. um, dois três, a corda chacoalhando a terra macia. e nós sorriamos.



se você fechar os olhos, contar até três e reabrir, poderá ver crianças posando para a foto de final de ano neste banquinho.

a casa abandonada cheira a cerveja. cerveja velha. escombros, restos de festas, quadros rasgados compôe o cenário decadente de uma casa abandonada.

o quintal não é mais enorme...
mas a árvore continua lá. e as amarelinhas.




sim, blog totalmente reformulado.
aliás, meu nome é lídia e eu tenho quatorze anos.
prazer :)



Domingo, Setembro 17, 2006


é um sentimento sem nome, essa sensação de estômago e coração fundidos, o ácido estomacal corroendo o coração, que continua batendo, desesperadamente, por que sabe que simplesmente não pode parar. e um dia eles vão continuar sua luta em outro lugar, deixando um enorme vazio que simplesmente não consegue ser preenchido por nada.
pequenos objetos, símbolos tão grandes que parecem ser sagrados, bíblicos, jogados no chão do banheiro, molhado, salgado, para depois serem abraçados como se fossem feitos de carne e osso. não dá para suportar o tempo passando, lentamente, ligeiramente. minutos parecem segundos, e horas parecem dias. e tudo o que você pode fazer é simplesmente olhar os mesmos azuleijos desbotados, que você sabe de cor.
tudo o que você mais quer é esquecer, mas insiste em lembrar. é tão forte que não pode ser esquecido. parece que está tudo bem, que é tudo do mesmo jeito, mas o fantasma está lá, esperando para dar o bote, escondido em algum canto escuro.
palavras não são o suficiente; nada é suficiente.
vazio.... vazio.


derrepente;
o mundo fica um lugar totalmente diferente. o que antes era óbvio, agora não faz o menor sentido. é totalmente estranho, e o mais estranho de tudo é que faz todo o sentido do mundo...


[eu nao consigo abandonar isso aqui. sempre que eu tento, acontece alguma coisa]



Terça-feira, Setembro 05, 2006


escrever, botar pra fora, vomitar palavras, pensar mais rápido do que seus dedos batem nas teclas, sempre foi uma nescessidade minha. pensar, pensar, pensar, acordar no meio da noite para anotar uma frase, uma idéia. inventar. era um fluxo muito grande de idéias. elas vinham, vinham, vinham, e eu não conseguia pará-las.

mas sei lá, agora parece que tem uma barragem.
quando pedem pra mim escrever, eu escrevo, mas já não vou espontâneamente.
talvez eutenha achado outro meio de se expressar.
não me pergunte qual é. mas eu achei, por que se não explodia.

a vida é uma coisa muito intensa, pra passar batido. e ah, sim, eu vivo intensamente. nunca um dia é igual ao outro. nunca. mas é um diferente sempre igual, previsível, uma coisa estranha e amorfa, que as palavras não conseguem descrever.

acho que minha paixão por elas acabou.
sim, pois eu sou, ou fui, uma grande apaixonada por palavras. inventava significados, combinações, colocava apenas uma solta no ar. e as lia, relia, decorava grandes trechos. mas... se foi. não pude impedir.

e não vai voltar. não do jeito que era antes. estou dando um tempo de blog, de palavras, textos, tudo.

se bem que agora me deu vontade de estalar os dedos, abrir o notepad e deixar a mente vaguear.
vou-me.
mas eu não posso, por quê o telefone tá tocando e deve ser o yuri, e a gente vai conversar até essa vontade sumir de vez.

é a vida, sabe?
compensações, tal.


preciso ir. yuri na linha.
thau.



Domingo, Agosto 27, 2006


E toda vez que eu vejo alguma foto, entrevista, música, clip, qualquer coisa do nirvana, eu fico com a mesma sensação de vazio no peito: como é que kurt cobain pode ter morrido? Não sei por que, mas ele exala um carisma, uma aura, que me faz ter vontade de agarrar ele e guardar em uma redoma, para ele viver para sempre. É quase como se ele tivesse sido um grande amigo meu, daqueles que você não vê a muito tempo e do nada acha uma fotografia. Não me entendam mal: eu não sou uma fã pisicótica de nirvana; aliás, acho até que algumas músicas são só barulho. Mas a voz, os olhos, o jeito do kurt, gente, não sei o que dá em mim, mas eu fico nostálgica, e me dá um medo, medo de perder as pessoas que eu amo, assim como eu perdi ele.



Sexta-feira, Agosto 18, 2006


Lá estavam vocês, na minha frente. Estavam se divertindo, e a amizade transbordava. Eu era apenas uma observadora invisível, assistindo o filme da história de suas vidas, tão coloridas. E a tarde estava ensolarada, com os raios de luz se refletindo nos olhos de vocês. Era sábado.
E tudo mudou derrepente. Era noite, estava frio. Você havia ido embora, sobrara apenas ele, fumando um cigarro barato. Debruçado na varada, observando, de seu apartamento no oitavo andar, a vida alheia passar. E assim, ele se jogou.

acordo assustada, o corção batendo forte. encaro as fotos na minha parede, e lá estão vocês dois juntos, com os raios de sol se refletindo em seus olhos. Fora um sonho horrível. Pena que é realidade.



Tiradas as licenças poéticas, sim, é a história real. Não conhecia o menino, mas era amigo de meus melhores amigos, e cara, eu fiquei simplesmente acabada.



Quinta-feira, Agosto 03, 2006


E derrepente me bateu uma vontade louca de sair. Sair por aí, sem rumo, sem companhia. Simplesmente sair, viajar, pegar a estrada mesmo, saca? E ficar horas olhando a paisagem, tão passageira, com tantas histórias para contar, tão verde, uniforme. Quero fugir, não sei do que, mas quero. Esse aqui não é o meu lugar.





é, sim, hiatus.



Quarta-feira, Julho 26, 2006


O céu brilhava, os passarinhos cantavam; parecia uma comédia romântica barata. O sol reflete em seu rosto, brincando com a cor de seu olho: de castanho para verde, mel, cinza, e daí para castanho de novo, sempre me deixando ver minha carinha feliz refletida. Por que é isso, felicidade, o que eu sinto, quando estou com você, passeando por entre as árvores que, não faz muito tempo, eu escalava, com vestidinhos manchados de suco de uva. Pois bem, sua camiseta está com uma mancha roxa, hoje. E os cheiros se confundem: se eu fechar bem os olhos, parece que estou descalça, contando até vinte para ir procurar. O sol continua brilhando, embalando suas palavras que, eu não duvido, são tão sinceras quanto as minhas. Felicidade, é o que eu sinto, quando você me abraça e me derruba no chão, quase fazendo-me ralar os joelhos, já vermelhos de merthiolate. E é incrível, o parque não mudou nada, e é tão bom brincar de olhar o céu com você, mesmo que ele não tenha nuvens, nem estrelas, por que o azul é tão puro e profundo como nossas mentiras sinceras, e combina exatamente com o meu estado de espírito. E o tempo passou, as crianças foram embora, mas nós continuamos lá, simplesmente encarando um o outro. E tudo começa a ser como nunca foi, mas o céu ainda brilha e isso ainda nos faz feliz, mais do que nada, mais do que tudo.



Domingo, Julho 23, 2006


era.
uma era, uma vida. foi-se.
foi-se embora, sem recados, sem idéias, sem lembranças.
lembre.
lembre, do tempo aonde tudo acontecia. faça.
a diferença, a magia, a idéia. tudo.
tudo muda, tudo gira, sem perceber, sem lembrar, sem querer.
sinta.
sinta a brisa, chegando sem querer. lutando contra o tempo, contra o vento, contra a escuridão, o esquecimento.
esqueça.
uma era, uma vida. foi-se.



Quarta-feira, Julho 12, 2006


ninguém no msn, ninguém no orkut.
amigas viajando e namorado doente. sabe, falta do que fazer deveria matar. até a câmera digital perdeu a graça.
absolutamente nada para fazer. nada.
nem comer, serve.
o clima modorrento de final de tarde, escuro demais pra ficar com a luz apagada, mas claro para acender-se as luzes. tudo contribue para o tédio.
nada, absolutamente nada para fazer.
nem ler, serve. os olhos passam por cima das palavras, sozinhos, sem uma mente que os acompanhe. é tudo escuro, cinza, morto.
nada para fazer. absolutamente nada.
nem escrever, serve. as palavras parecem se repetir, num diário abstrato que não diz nada, palavras aleatórias juntas em orações compostas. sem querer dizer nada.
nada para fazer. nada..



Terça-feira, Julho 11, 2006


a cidade é grande. enorme. você nem percebe o quanto, até o dia que lá vai, visitar a família que você não conhece. depois do lugar que você considerava lonje, atravessando o trilho e andando mais um pouco, é lá que está. uma casinha de portão aberto, com moleques empinando pipa na rua. adoro.
é dalí que você saiu. tios, tias, primos sem rosto, tudo fica claro do nada. não se faça de tímido: seu pai passou a infância alí, ouvindo aquele tipo de música, à sombra de uma árvore antiga, jogando dominó de dupla. tudo sem frescuras, sem falsos sorrisos. alegre. e é assim, de fininho, que voltam aquelas saudades de um tempo não vivido.



era assim que eu iria ser....



edit

lay novo, feito a alguns séculos atráz, mas que eu só resolvi por agora. tem uns erros de html, por que, como eu já disse, eu sou um aborto nisso, masss, dá pro gasto. ninguém mais vem aqui mesmo.


/edit



Quinta-feira, Julho 06, 2006


simplesmente


É no silêncio cúmplice da meia noite que você descobre quem as pessoas são. Na verdadeira amizade, é um silêncio confortável, aonde as duas partes estão simplesmente... felizes e no entrelaçar de fantasias sinuosas e no desvendar dos segredos cotidianos, existe algo incontrolável, uma saudade previa, que resiste ao tempo e a chuva fria, e nos faz querer que ela sempre esteja por perto, nem que seja em um abraço eterno feito tão somente de lembranças que parecem se renovar a cada dia, fazendo cada mísera palavra parecer uma constatação de amor considerada por muitos impossível, mas que sempre foi guardada no coração das meninas, mesmo nos meses em que não eram nada, além de meras estranhas e no esplendor da amizade, surge um sentimento que talvez seja maior do que o amor, guardado por um arqueiro de flechas prateadas, e na imensidão do espaço, entre as partículas menos sóbrias que formam as constelações, ela sempre estará lá, passando a mão sobre minha cabeça e dizendo suavemente que tudo acabará bem e eu acreditarei como nunca acreditei em algo por que sei que apenas após o terremoto que vemos que construções são fortes de verdade. E o terremoto passou, abalando somente a fachada de nossa casa, mas fazendo-nos acreditar por um tempo que estava tudo destruído, nos fazendo temer adentrar naquele lugar escuro e encarar os restos. Mas o tempo passou, e perdemos o medo. Estava tudo intacto e das cinzas da chama nascem os primeiros vaga-lumes da noite, entre os olhos que refletem o vermelho, sempre estará você, e entre as artimanhas que me escondem, vaga o meu desejo, incontrolável, mas tímido desejo, que coroe o meu peito vazio, mas que é preenchido pela força inexplicável de uma torre forte de rocha derretida que um dia se solidificará e ficará lá, imóvel, escura, sombreando nossa reconstruída casa, como um aviso para não esquecermos nunca de nossos erros, pois quem esquece o passado corre o risco de repeti-lo. Você é apenas mais uma estranha agora, mas neste curto lapso, surte uma palavra que se chama recomeçar, e todas as grandes amizades recomeçam, e talvez algumas nunca mais consigam construir seus castelos demolidos pelas inseguranças, mas a força que resiste aos olhos estranhos poderá erguer os pilares mais resistentes, a cura para um livro exterminado a espera de um escritor.


The end

The end



por lídia ganhito e felipe ganança.
simplesmente complicados.



Segunda-feira, Julho 03, 2006


"Fairytopia' (2005), estrelado pela boneca Barbie, termina com um final feliz: a fada Elina ganha asas para voar e ser como as outras. "

folhinha de são paulo, 1º de julho de 2006




a barbie disse que eu tenho que ser igual aos outros para ser feliz, mamãe! e aquele menino alí, ele é diferente! ele não meche a perna! ele não pode ser feliz, né, mamãe? se eu ser só um pouquinho diferente do que as pessoas que passam na tv, eu não vou ser contente, e ninguém vai gostar de mim, né? ah, mamãe, aquele seu amigo é esquisito, ele gosta de homem, ele não é igual! ele não pode ser feliz, né? então por que você gosta dele? mamãe, por favor, vamos ser igual a todo mundo? vamos para casa, eu não quero mais ver essas pessoas tristes. não mais.



Sábado, Julho 01, 2006


As férias chegam, sorrateiramente, nem sem avisar. Automaticamente, desligamos os despertadores e nos preparamos mentalmente para passar os dias como espectros, arrastando cobertores velhos, vestidos com pijamas curtos nos tornozelos e pantufas de formas engraçadas. O frio lá fora nos impede de criar coragem para lavar o cabelo e ficar apresentáveis para o mundo, então nos fechamos em nosso infinito particular composto de TV, computador e biscoitos de chocolate, completamente alheios as ruas vazias e aos rojões verde-amarelos. Pouco a pouco, o luxo de acordar tarde vira só mais uma rotina cansativa, os lençóis macios criando uma pegajosidade afetada, até que um dia você se olha no espelho e não reconhece aquela cara pálida, cavada pelas olheiras cultivadas nas noites insones à frente do computador, emoldurada por um emaranhado desbotado e sujo. É, você se tornou mais um deles. Um fantasma.

Até que tudo acaba. O frio passa, o despertador toca aquela melodia insossa pontualmente, incitando os antigos fantasmas a estamparem um sorriso gélido na cara e se libertarem de seus cobertores, passando de espectros fedorentos à apenas mais um rosto cansado na multidão matinal.



____
...só um pouquinho pessimista.



edit.
lay novo, feito pela amada gabih, com essa imagem que eu queria a séculos² no meu blog mas nunca tinha conseguido fazer um lay que prestasse.
e quem reclamar que não dá pra ler, é temporario, tá? eu to fazendo um outro, com iframe, só que como eu sou um aborto com essas coisas de códigos, vai demorar um pouquinho pra ficar pronto. sobrevivam selecionando as coisas pra ler.


além disso, tem um profile totalmente novo alí do lado.
quer dizer, totalmente não, por que eu sou preguiçosa. mas a parte grande que me descreve, é novinha.



Domingo, Junho 25, 2006


o chão é verde, e já foi azul e vermelho. os pilares são amarelos, da cor do sol, e as grades são vermelho-fogo. este conjunto de cores, iluminado pelos primeiros raios da manhã, brilha, afastando completamente o mau humor matinal de seus freqüentadores.
ele se divide fisicamente em: jardim da barbie, chão dos mendigos, pilares amarelos, jardim japonês, asa delta e classes.
a sala da 8ªB se divide em: ala feminina, ala masculina e zona neutra e/ou ala do agrião.
se você for beber água e olhar pela grade do primeiro andar, se vc tiver sorte, pegará um dos momentos mais legais: o recreio do colegial. pessoas de todos os tipos, estilos e jeitos deitadas no chão, conversando, ou jogando peteleco, ou apenas não fazendo nada no sol matinal.
a grande maioria das pessoas usa roupas de mendigo, chinelo com meia, cabelo despenteado. no inverno, é comum o uso de pijamas. hippies, punks, e até os eventuais mauricinhos convivem em paz relativa.
os professores parecem ser completamente incompetentes, mas aí você começa a ter aulas mais políticas. e descobre que eles são os seres mais fodas do mundo.
na festa junina, todas as meninas vestem saias de chita e dançam o cacuriá, o boi bumbá (representado pela professora de história e pelo de artes visuais), o pau e fita e o cavalo marinho, de um jeito que esquecem totalmente que tem alguém olhando.
todo ano, tem o trote do segundo e do terceiro no primeiro, em que as pessoas se fantasiam de galinhas, bebês, marinheiros ou pessoas-tomando-banho, e fazem a maior zona na quadra, sujando tudo de tinta.
na ultima semana de aula, as pessoas do terceiro vão fantasiadas. no ultimo dia, isso se extende a todo colégio. o clima de festa é tanto que até aquela professora maligna ri até ficar vermelha ao ouvir uma piada feita por um repetente sobre "categoria paraolímpica no campeonato de peteleco"
a chapa eleita para o grêmio se chama pão na chapa, e promove cinema todas as primeiras as segundas feiras de cada mês.
nos intervalos do concurso de declamação, os meninos do terceiro ano se vestem de bailarina e dançam no palco.

é. oswald. nem parece que é um colégio.
...será que eu vou mesmo ter que deixá-lo??



Sábado, Junho 24, 2006


Ainda sinto todos os dias a brisa tocar minha face, como nas tardes naquela desconhecida praça. Tenho certeza que não errei, você não é o meu sonho, pois sempre será a minha realidade. E não importa as noites que se passarem sem luar, nem o quanto me desiludirem sobre ti, você continuará a ser aquela menininha dos olhos revolucionários que eu transformarei na inveja das mentes perdidas.

Talvez eu nunca seja o seu anjo, mas sempre estarei olhando por ti, para ti, como um observador secreto de vestes negras em noites escuras e frias. Sempre te amarei, como uma rocha bruta que se transformará no mais puro diamante. E quando eu finalmente chego à conclusão que sou o teu mestre, você me enche de intrigas e lições e eu percebo que não passo de um aprendiz.

O meu amor nunca será o de criar inveja aos seus amantes, assim como eu viajo pela boca de outras garotas, você continuará entrelaçar outros lábios, mas como eu disse nas primeiras vezes que nos encontramos, nossos olhares continuarão ligados de alguma maneira, só que desta vez não será o amor que nos guiará e sim nosso desejo único de mudar o mundo.

Não se preocupe minha doce revolucionaria, algumas vezes não enxergará em mim quem realmente sou, mas acredite que isso sempre terá uma razão lógica, pois eu nunca deixarei de ser quem eu essencialmente fui e quero ser.

Talvez algumas mentes mais infantis ainda acreditem que no subterrâneo do meu coração, ainda escondo em uma Caixa de Pandora, um amor por ti, mas nós dois sabemos, assim como acreditamos, que o que nos unirá eternamente sempre estará em uma palavra chamada idealista.


por ele.
e agora vocês entendem o meu nick do msn.

quer dizer, tirando a parte do gnomo.



Segunda-feira, Junho 19, 2006


código de barras.

Rótulo é uma coisa engraçada. Como os cortes de cabelo, as roupas, as cores e as bandas, eles entram e saem de moda. No ano passado, me lembro que todos adoravam me tachar de gótica. Minha maquiagem, meu estilo de se vestir, as bandas que eu gostava - tudo era ¿coisa de gótico¿. Certo, o tempo passa, as pessoas mudam, a moda muda, e agora é a vez do emo. O cinto de rebite, a maquiagem pesada, as roupas pretas, as bandas. È emo. Posso ter continuado com as mesmas roupas, o mesmo jeito, a mesma cara, mas de gótica eu virei emo.

Mas será que eu sou realmente a mesma pessoa? Os cortes de cabelo, as roupas, as cores e as bandas saíram de moda. Por que eu pararia no tempo? Mesmo que inconscientemente, adotei um pouco da ¿moda¿ ( ou a não-moda), e me transformei um pouco emo. Isso não significa que eu goste destes rótulos. Naqueles tempos, coisa que me deixava mais estressada era gritarem ¿GÓTICA¿ a cada coisa que eu havia feito/gostado/achado esquisito. E a coisa que mais me irrita agora é quando me chamam de emo.

Mas por que isso estressa tanto?

Talvez seja pelo fato que, apesar de termos nosso estilo, muitas vezes parecido com as pessoas de quem somos mais amigos, não gostamos de admitir que existam milhões de pessoas que podem ser iguais a nós. Gostamos de nos sentir únicos, mesmo que inseridos em um grupo. E o nosso grupo, aquele que escolhemos, mas que não necessariamente gostamos de anunciar para o mundo inteiro. O nosso estilo é algo que vem lá do fundo, e que revela tanto sobre quem somos, sobre no que acreditamos, que não é algo que a maioria das pessoas gosta de gritar aos quatro ventos. Claro, existem as exceções, mas as pessoas que se dizem tão convictas de serem quem são, no fundo, são as que têm mais dúvidas. Afinal, se você se encaixa tão bem no rótulo definido, por que ¿deixar de fazer¿ coisas só por que elas não combinam com o que esperam de você?

Pode ser também por que, no fundo, todos nós sabemos que rotular os outros é um jeito de se proteger. Por que temos medo, muito medo, do que nos é desconhecido. E espera aí, aquela menina que chegou não se encaixa em nenhum rótulo, como vamos saber se ela é perigosa, do que podemos falar com ela, como se preparar para montar o personagem para penetrar no seu mundo? Temos que saber, e logo, por que não temos tempo para obter um dossiê inteiro sobre sua vida antes de ir até lá e puxar o primeiro assunto, que pode variar de chapinhas a cordas de guitarra, com base na combinação que nosso cérebro fez se baseando em roupas, modo de falar, o jeito como se porta e a situação em que se encontramos.

Todos dizem que rotular se baseando somente na primeira impressão é errado. Mas pense um pouco, se a pessoa se veste daquele jeito, fala assim, faz essas coisas, ela não pode estar enganando totalmente o mundo, para poupar sua eu interior para as pessoas que a conhecem bem. Não estou dizendo que a aparência define tudo, afinal, aquela patricinha pode ser realmente uma expert na poesia de Oswald de Andrade, mas, se ela usa brilho, gloss e vai pro shopping toda sexta feira, deve gostar disso. Muitas vezes julgamos os outros de fúteis e superficiais por classificarem as pessoas, mas esquecemos que a roupa é o principal instrumento de reconhecimento dos adolescentes. Nada é por acaso: aquela presilha, aquela tatuagem, aquele penduricalho esquisito na bolsa, tudo é completamente planejado e estudado para passar a imagem que achamos que será mais aceita por nosso grupo.

Não é possível acreditar em uma sociedade utópica em que ninguém rotule ninguém erroneamente, aonde todos sejam a mesma pessoa a todo tempo, por que todos nós somos mutáveis, nos adaptando para cada lugar, cada pessoa, cada meio de comunicação. Rotular é um mal, mas necessário para nossa sociedade. Infelizmente.


Aliás, o que você é?



Quinta-feira, Junho 15, 2006


amizade?

E parecia que tudo estava normal, feliz. Tudo era como antes, ou não era? O irmãozinho não te reconhece mais, a quanto tempo você não visita aquela casa? Aos poucos, as provas vão se juntando, se encaixando, completando o horrível quebra-cabeça que por tanto tempo você tentou ignorar. Você é somente uma estranha agora, mais uma na sala de aula escura, passando abraçada com outras pessoas. Os segredos viraram secretos, e os dedos perderam a habilidade de discar o antes tão conhecido número. E parecia que estava tudo normal, mas tudo o que resta são as velhas fotos, desbotadas, guardadas de qualquer jeito no fundo do armário, escondendo os registros dos tempos em que erámos amigas. Melhores amigas.



Terça-feira, Junho 13, 2006


Podem criticar o futebol, podem dizer que patriotismo de copa é fabricado e falsificado, que os resultados são comprados, que é tudo jogada de marketing. Mas eu não ligo, pois pelo menos nessa época uma faísca de esperança contagia todos os brasileiros. As ruas, as matas, os sertões, normalmente tão monocromáticos, se enchem de verde e amarelo, e as caras fechadas, tão sérias e compenetradas em seu trabalho, seja ele de cortador de cana ou de alto executivo, se tingem de purpurina e sorrisos. O Ibope para de funcionar, as escolas fecham, a criminalidade cai, e a cidade fica parecendo um estádio gigante. Para os azarados que não chegaram a tempo em suas casas, presos no trânsito sempre caótico, o rádio é a ultima saída, só para quem pode, e a aflição se estampa em todos os rostos, os músculos tensionados para tentar ouvir os acordes distantes da voz do locutor do carro visinho. Solidárias, as pessoas aumentam o som, e, com a faca certa, cortaria-se o silêncio. A tensão é presente, os carros em silêncio, ninguém nem buzina, até que é GOL, e a rua explode, todos gritam, e a alegria volta a reinar. E a Copa do Mundo é nossa.



Segunda-feira, Junho 05, 2006


Eu posso até parecer estranha, mas a questão é que eu já fui mais um simples passante, mas um daqueles sem rosto que enchem as avenidas. Enquanto eu aqui lhes escrevo, sentada diante a lareira acesa, eu me lembro daquele tempo não tão distante assim, aonde tempo e espaço eram duas constantes invariáveis, e eu me chamava Cristhine. Como Poe, não pretendo fazê-los acreditar em tão delirante história, mas mesmo assim, é um bom entretenimento para as tardes frias.

****


Nasci em uma maternidade particular, e meus pais fizeram deste acontecimento trivial um grande acontecimento. Digo trivial por que eu acredito que todos nascem, e todos morrem, são dois fatos completamente previsíveis e, portanto, triviais. Por muito tempo, eu não consegui entender por que as pessoas faziam tanto escarcéu nestas situações. Mas enfim, eu cresci feliz, aos cuidados de uma babá gorda e brigando de vez em quando com a minha irmã, que nasceu pouco depois com igual pompa. Minha vida corria completamente corriqueira, até que, no inverno de meus nove anos, eu olhei pela janela enevoada pela garoa.
Era uma manhã cinzenta, como tinham sido todas daquela semana, e da semana passada. Por algum motivo qualquer, eu desviei meus olhos do achocolatado entre as minhas mãos e vi o bosque ao lonje, uma ilha verde na cidade suja. E foi aí que eu senti pela primeira vez aquela sensação de aprisionamento que iria me perseguir por tantos anos. A sala ficou pequena, os sons das panelas batendo ficaram distantes, e aquele pequeno conjunto de arvores se tranformou em uma floresta mágica, perdida no tempo, fazendo a cidade se sentir desloucada ao lado de algo tão majestosamente antigo. Eu queria sair, fugir, me libertar daqueles tentáculos mornos que me prendiam a cadeira de plástico da cozinha. Dei um jeito de enganar a babá, aquela altura já bem velha e míope, e fui correndo até o bosque, os sapatos boneca fazendo barulho nos paralelepídepos cheios de musgo, a mancha verde se dividindo em pequenas árvores, cada uma orgulhosa de seu tom único de verde, os cheiros da cidade ficando cada vez mais surreais. Minha vontade era sair correndo, e não parar jamais. Cinco minutos depois, a velha apareceu, me botando para dentro de casa aos berros. Naquele dia, me arrependi profundamente de seguir minhas vontades, aprendendo assim que isso era ruim, errado. Nos anos seguintes, a mesma vontade de fugir me contagiou, mas eu me controlava. Eu precisava ser uma filha ideal, uma menininha boazinha, e fazer tudo o que papai do céu mandava.



é, quem sabe essa história eu consiga escrever até o fim.
ah, tks tks, 4 comentários.
blog falído u.u

edit
novo lay. eu sou uma metamorfose ambulante, e não consigo ficar muito tempo com um lay, mesmo que seja um perfeito tipo aquele que tava.
e, para os observadores, é só o terceiro lay que eu faço. de oito. é, eu sou mesmo preguiçosa.



Sexta-feira, Junho 02, 2006


balanço geral.

dois meses pode ser muito, ou pouco tempo. há dois meses atrás, eu nunca acharia que estaria do jeito que estou agora. tudo mudou, bem rápido, mas sem grandes impactos. na verdade, os impactos foram tão grandes que foram como se não tivessem existido.

eu vejo os posts dos fotologs, do blog, os scraps de dois meses atrás, e parecia que tudo iria ficar daquele jeito para sempre. minha vida parecia ter se arranjado, e eu até pensei estar gostando daquilo. mas, olhando agora, vejo que eu só estava me enganando. como sempre, como eu havia aprendido a fazer para não me magoar, e para não magoar os outros, principalmente. por que quem tudo quer, tudo perde, e eu quis não decepcionar ninguém. mudar, todo mundo muda, mas a idéia fixa das mentes fracas não mudam. mas, em um pequeno golpe de estado, minha vida mudou, tranformando também as pesoas que me rodeiam, e tudo muda, tudo se tranforma, nada é como era a dois meses atrás.

tudo mudou. e para melhor.
e é por isso que eu gosto de você.


(postando com antecedência - é dia 7 que fazem dois meses do dia fatídico)



Sexta-feira, Maio 26, 2006


A menina da meia azul

Todo dia, ao sair de casa, eu a via lá. Sentada no ponto de ônibus, vestia uma blusa simples, preta ou vermelha, um cachecol roxo lhe emoldurava o rosto, dava-lhe um ar de nova viúva parisiense. Usava sempre uma saia de moleton escuro, macio, combinando de tal modo com suas botas pretas e surradas que nem as meias azuis quebravam a harmonia do conjunto. O que mais me intrigavam eram aquelas meias. Azuis, sempre azuis, a lhe cobrir os joelhos, sem nem um fiozinho fora do lugar, sem nunca desbotar. Azul claro, escuro, marinho, azul ciano, calcinha, geladeira, azul da cor do mar vermelho no inverno, azul como o céu de brasilia ao meio dia. Todas as variações possiveis e impossiveis estavam impressas naquelas meias, lhe revelando o humor do dia. Durante o verão do ano passado, todo dia as meias eram radiantes e novas, tirando-lhe o ar de viúva e revelando por alguns instantes sua identidade de colegial, ou talvez caloura numa faculdade alternativa. Mas um dia, alguma coisa aconteceu, pois suas meias eram de um azul tão profundo que fiquei com medo de me afogar. Eu me sentia quase como um amigo íntimo, e me controlei ao máximo para não atravessar a rua e lhe dar um abraço bem forte e quente, para lhe proteger do outono que se aproximava, me arrependi muito por não ter feito isso. Provavelmente ela pegou uma gripe violenta, ou foi uma outra doença qualquer e não apareceu durante uma semana, a mais longa da minha vida. Não comia direito e não dormia, com medo de nunca mais voltar a vê-la. Ao amanhecer cinzento do oitavo dia, eu já havia me conformado com a ausência de seus cabelos loiro-escuros, mas alí estava ela, sentada no ponto, com as pernas cruzadas amassando as meias de um azul duvidoso. Meu coração se enxeu de alegria, não controlei meu sorriso. Talvez ela me ache louco, sorrindo para uma desconhecida, talvez ela me ache simpático, talvez ela simplesmente não tenha me notado, por estar perdida em seu próprio mundo, encarando o horizonte perdido entre a cidade de aço. Por apenas dez minutos ela fica alí e já é o suficiente para desenvolver em mim uma paixão doentia, ao ponto de me sentir traído quando a vi no telefone público e sorrindo daquele modo meio bobo que ficamos quando ouvimos a voz de quem gostamos. Me pergunto por que não simplesmente atravesso a rua e falo com ela, descubro seu nome, viro seu amante. A resposta salta imediatamente aos meus olhos, transformando a rua tranquila em uma rio selvagem, suas meias azuis se fundindo à correnteza fria, cada vez mais distante e irreal. Tenho medo de me decepcionar, de destruir o meu porto seguro neste mar frio e escuro. Eu vivo minha vida, me apaixono, desapaixono, converso, saio, faço amizades, mas não tem nada mais importante para mim do que observá-la no ponto de ônibus. Por que sei que, qualquer coisa que aconteça, ela estará lá, com as meias da cor da Terra, quando é vista do espaço.



fazia tempo que eu não escrevia assim, de estar no meio de alguma coisa, pegar um papel e vomitar as palavras, o cérebro mais rápido do que a mão, tudo linear, nem mudar uma palavra, sem um risco, como se tudo aquilo estivesse ensaiado a muito tempo, uma história querida, que se sabe de cor.
é, quando eu estou feliz fica bem mais dificil escrever.



Sábado, Maio 20, 2006


A cortina se abriu, mas eu não bati palmas. No silêncio escuro, você entrou. E a luz se acendeu, minha visão escureceu, por que você estava olhando para mim, me encarando, e apenas eu e você entendemos o real significado das palavras que você declamou. Uma declaração de amor, um pedido de desculpas, uma proposta de amizade? Eu não sei, só sei que do nada estavam todos olhando para mim, era como se eu estivesse eu própria em um palco, exclusivo, contra vontade, e derrepente estávamos só eu e você, conversando calmamente naquela praça vazia. E o teatro era uma noite escura, com milhares de olhos pontilhando-a como estrelas, sendo puxadas com força para o buraco negro que eu me transformei. A cortina se fechou, e eu não bati palmas. No silêncio escuro, eu chorei.


e eu juro que não sabia de nada.
ele simplesmente subiu lá e começou a falar.
na frente de toda a escola.


ps: alguém sabe como concerta o meu haloscan?



Terça-feira, Maio 16, 2006


E meu aniversário veio e passou, como se fosse um dia normal. Peraí, um dia normal? Se considerarmos todos os boatos e as 92 mortes, os 70 ônibus icinerados e a cidade parada das 4h da tarde, sim, um dia normal. Mas, como todos os outros, esse dia acabou, e fora os 150 scraps de aniversário, não deixou nenhuma marca. Era para mim estar me sentindo mais velha, mais responsável, mais... era para mim estar me sentindo como? Sei lá, eu saí da escola toda feliz e descobri que nas seis horas que eu fico naquele lugar, uma guerra civil tinha se alastrado, e que eu tinha ficado um ano mais velha. É informação demais pra minha cabeça, saca? E muitas das notícias eram boatos, muitos dos parabéns eram falsos, e vice e versa, de ponta cabeça, 14, 15, 16, 17, não importa a idade, importa quantos anos você realmente viveu, e eu acho que vivi muito mais do que deveria, e muita gente viveu bem menos do que poderia, simplesmente por que estava passando no lugar errado, na hora errada. Os atentados no Iraque matam 16, 17 pessoas. Alguém tem noção o que são noventa e duas pessoas? Pense em toda a sua classe. Todos morreram. Pense agora na classe acima de você. Metade dela morreu, e a outra metade está ferida. E era tudo mentira, e o pânico tomou conta da rasão, e a bela virou a fera, nada era real, eram apenas sombras caidas no chão sujo da cidade fantasma.

Bom, pelo menos ninguém mais vai esquecer o dia do meu aniversário.


e bom paula, como você falou que estava demorando pra mim trocar de lay, aqui está: 7.0 no ar, feito pela nani, com a musica do within temptation, que eu estou viciada. sweety darling, you worry to much.



Domingo, Maio 14, 2006


Existe uma linha tênue entre ser compreensivo e ser feito de bobo. Existe uma linha mais tênue ainda entre correr atrás e se humilhar. E e acho que nós dois atravessamos essa barreira. Eu posso ter sido a errada da história, mas peraí, não se erra sozinho. E por mais que eu tente correr atrás, não posso fazer isso se você não quer ser alcançado. No momento em que as acusações se tornaram cotidianas, você perdeu a razão, que eu nunca questionei ser sua antes disso. Eu estou sendo apenas um bode expiatório por tudo o que está ocorrendo em sua vida; tudo o que você não tem coragem de dizer aos outros, todas as mancadas que fizeram a você, é tudo culpa minha, e a cada dia o meu erro se torna maior. Isso por que você quer, mais do que tudo, que tudo volte a ser como era, e não admite isso; eu sei que fui uma pessoa muito importante para você, talvez a mais importante. Por mais que você não admita isso, por mais que a minha falsa modéstia me impeça de dizer isso diretamente: você está com ciumes; por que deu certo, e não foi com você. És o mais maduro e inteligente de todos nós, e não consegues ver o óbivo, não consegue ver dois palmos a sua frente, por que está em um pedestal de injuria e compaixão, um pedestal de vítima, e isso o deixa imúne a todos os erros que possa ter cometido. Quando parece que a poeira está abaixando, vem um vento forte e sobe tudo denovo. E os olhos se enxem cada vez mais de poeira, e fica cada vez mais difícil ver o que realmente aconteceu. É irônico o modo como a vida age; tudo começou numa brincadeira e acabou em um jogo. Só sei que eu não quero jogar este jogo aonde você faz todas as regras, aonde você decide quando os dados irão ser jogados, aonde você é a mão gigante e eu sou só um pino colorido. Já paguei pelo meu erro, e creio que paguei mais até do que deveria. Afinal, não foi você que disse que desde o começo era tudo um teste? Pois bem, questione as suas palavras antes de inventar as minhas. Você foi um ótimo começo, e seria realmente ótimo se fosse tudo verdade, e não um jogo de atuação das duas partes. Por isso, chega de correr atrás. Nunca neguei a minha parte da culpa, mas a cada dia parece que uma coisa nova chega, e por mais que eu desminta, você não acredita em mim. Então, já deu.


Good bye, my lover.


e tomara que você nunca venha a ler isso.


a propósito, hoje é meu aniversário.



Segunda-feira, Maio 08, 2006


Te aguardava, naquela tarde de primavera. Estava aflito a tua espera, e o ventinho gelado da brisa me acalmava. O mar brincava de pega-pega com o guarda-sol remanescente do dia quente, alaranjado ao pôr do sol, dando à aquela praia tão conhecida a aparência de uma pintura a óleo, a água em fogo, horizonte e céu se fundindo em uma coisa só. De longe eu senti seu cheiro, trazido pelo mar. Brincalhona como sempre, tapou meus olhos, mas eu não precisava ver. O seu cabelo loiro tem textura de água molhando minhas costas, e suas mãos macias que proibiam minha visão cheiravam a canela que escorria de teus olhos, cumprimentando-me felizes. Eu nem escutava a sua voz rouca, até que você gritou, sorrindo, me arrancando dos meus devaneios de que a hora havia chegado. Sempre nesse amor de bobos, que querem se entregar, mas tem medo, um escondendo o ouro e ela garimpando obstinada. Mas aí os papeis se invertiam, e eu não podia me esconder. E lá ficamos, foram horas ou minutos? O sol se punha devagar, transformando a tarde perfeita em um mero sonho distante. Uma hora, a conversa parou, e ficamos olhando a ultima nesga de sol e esperança sumir pelo oceano. Era noite. Estávamos se despedindo como sempre, da nossa maneira esquisita de ser, as palavras de amor por tanto tempo repetidas na frente do espelho secando na garganta, sumindo, evaporando, os corpos evitando ao máximo se tocar. Somente dissemos tchau, e cada um tomou seu rumo, com um vazio estranho no peito, e aquela sensação de que algum dia aquilo iria mudar.


baseado na história de uma amiga minha com alma de surfista...
e não, eu não morri.



Domingo, Abril 30, 2006


Eu acho que chegou a hora de pegar todas aquelas cartas, todos aqueles enfeites, todas aquelas lembranças espalhadas pelo quarto e guardar em um baú. Já era pra mim ter feito isso a muito tempo, mas só agora eu estou realmente pronta pra isso. Finalmente entendi o mal que isso me fazia. A vida está me dando uma oportunidade, uma boa oportunidade, e eu acho que agora eu não posso deixar ela passar. O passado, ele é legal, é lindo, é mágico, mas passou e foi legal, e eu posso fazer o presente ser ainda melhor. É só eu achar a chave desses grilhões que me prendem a ele. QUer dizer, a chave eu já achei, mas é preciso ter coragem de abrir a fechadura, por que assim que eu o fazer sairei voando sem limites, sem um chão para me apoiar, sem um muro para me segurar, completamente livre para achar um novo mundo, levando comigo só um pequeno baú fechado que contém as lembranças. Passou, mas não significa que deve ser esquecido.

E sim, você é a chave, e finalmente estou livre.



Segunda-feira, Abril 24, 2006


Eu estou feliz, mas estou triste, por que eu não sei ser feliz. Eu ouço músicas que me fazem ficar com vontade de chorar, mas aí eu olho aquela foto e penso que nada disso tem motivo, mas aí eu leio aquele e-mail, e já não controlo mais as glândulas do meu olho. Por que eu te amo, mas queria que tudo isso não fosse nescessário. Eu sou sua menina, mas poderia ter sido a amante eterna, e renúnciei a tudo isso, por um sonho distante, que agora está próximo, e é tão perfeito quanto poderia. Mas eu poderia ter sido aquela que te amou para sempre, aquela que fez diferença na sua vida. Desapontei você, como eu sempre faço, e como eu farei denovo com a chance que me foi dada neste paraíso terrestre. Por que o objetivo do meu dia é ver você passando, rápidamente, secretamente, e eu sei que é tudo fingimento, que você me ama, que logo mais vou te abraçar e me sentir pequena, me sentir a menininha que eu sou, e tentar esquecer que eu poderia ter passado a vida inteira ao seu lado, que eu poderia ser feliz sem ter esse medo bobo que eu tenho agora de você ir embora com a mesma rapidez com que chegou.



Segunda-feira, Abril 17, 2006


Hoje eu vi a lua. Enorme e laranja, parecendo com aquelas bolas que aquele senhor vendia quando iamos no parque, você se lembra? Eu ficava lá parada, apaixonada pela cor e pela magia que elas invocam, e você ria da minha cara de boba. Mas agora você não está mais aqui, nem o parque, nem as bolas, nem o velho, só a lua brincando de esconder entre as montanhas que eu sei que são daquele verde macio que dá vontade de pegar você e ir até lá,deitar sob o céu azul, olhando os passarinhos e rindo de vez em quando de suas reclamações infundadas de tédio. Mas agora está de noite, e as montanhas estão escuras e frias, mas não tão frias ao ponto de eu quer que vestir algo mais quente do que aquele meu velho casaco cinza,já meio áspero pelo uso. Isso é ótimo, por que quando eu olho a lua incadescente, eu lembro daquele dia que brigamos sob essa mesma lua, por causa dessa sua velha mania com coisas ásperas. Por que você é doce, e mesmo eu sendo amarga eu gosto, talvez por que opostos se atraem, talvez por causa daquela sua covinha engraçada. Na verdade não importa muito o porquê, só importa que eu te amo e que comprei uma daquelas bolas laranjas, só para poder abraçar e lembrar de você. E um pouco também para fazer aquele velho estranho feliz.



Quarta-feira, Abril 12, 2006


ENTENDEU OU QUER QUE EU DESENHE??
[passado para mim pela querida bia]

Nome:




Sobrenome:

lidia GANHITO, e não granito ¬¬


Nome do animal de estimação:

meu gato chama ugly!



Idade:

nãao conto!


Uma mania:

mania não; vício!



Fruta favorita:

maçãaaaa


Comida favorita:

hamburger


Bebida:

quem ama refrigerante de laranjaa??



Animal favorito:

miau


Cor favorita:


preto preto! ok, essa tava dificil.



Lugar:

meninas boas vão para o céu...


Banda:

THE SMITHS! [pra quen não sabe, o namorado da pocahontas chama smith



Filme:

laranja mecânica! haha


Estilo:

sou PORRA NENHUMA! =D


Humor?

get out or i kill you =)



Felicidade é...?

(não disponível)


Amor é...?

love is just a game



Seu mundo é...
meu quarto, com TODA certesa




...e eu passo pra honey, pra marreca e pra GABIHH que me fez esse lay LINDO E PERFEITO QUE EU AMEI DEMAAAAIISSSSS³³³³³³³³³³³



ps: deu MUITO TRABALHO fazer esse post, pq eu sou HORRIVEL com html de imagens haahah



Domingo, Abril 09, 2006


Amor Impossível



Uma sereia
Bela esguia criatura do mar
Se apaixona por um anjo
senhor dos céus de do ar

Paixão correspondida
Mas não por isto possivel
Como poderia a sereia voar
Ou o anjo nadar?

Desesperados de dor
Eles tentam se encontrar
Mas o encontro só será possivel
Quando a morte dos dois chegar

Assim eles tentam viver
Cada um a seu modo
Nunca juntos de corpo
Jamais separados na alma





...essa foi a primeira poesia que eu fiz. assim, a primeira que eu fiz e publiquei, a primeira que não dizia "o amor é uma dor que se cura com uma flor"
tava com saudades dela.



...e alguém me faz um lay? *preguuiçossaaaaa ao extremo*



Quinta-feira, Abril 06, 2006


As vezes você some por uns dias, e me deixa aqui sozinha e aflita, pensando por onde você anda, imaginando todas as coisas ruins que podem ter acontecido com você. Mas aí você grita na minha janela, e eu vou correndo abrir a porta para você, como se nada tivesse acontecido. Você me faz carinho, daquele seu jeito lânguido, e eu te perdoô, me entrego totalmente a você. Esse jeito indiferente, como se nada importasse, me deixa louca, você consegue me ter totalmente a sua disposição, a qualquer hora do dia e da noite. Mas aí você passa com o seu andar almofadado e felino, e me olha com aqueles olhos grandes e me dá vontade de te apertar, de te abraçar e te beijar, e você faz graça e me provoca, se posicionando apenas um pouco mais lonje do que meus dedos podem alcançar. Se está de bom humor, nós nos jogamos no chão frio e brincamos de lutinha, como duas crianças hiperativas,e eu rio das suas trapalhadas, de suas quedas, de sua cara de incredulidade quando eu te faço de bobo. As veses você desce do seu pedestal de indiferença e me faz carinho, e eu sinto sua textura macia entre as minhas mãos, e o tempo pára, o mundo é composto apenas por nós dois. Os minutos se tranformam em horas, e tudo o que eu sinto é seu corpinho quente, tudo que eu ouço é o seu leve ronronar, meu querido gato.



Sábado, Abril 01, 2006


Alegria.

Ha muito tempo que aquela cena não acontecia. Há alguns meses atráz, todo dia era dia de todos se juntarem no pátio e rirem despreucupados. Mas com o passar dos dias, as histórias foram mudando e os caminhos de distanciando, até que os antes melhores amigos nem se cumprimentam ao se verem na rua. As histórias foram sufocadas por intrigas idiotas. Quanto todos se juntavam, o resultado era uma coisa artificial, aonde todos se sentiam desloucados; a felicidade não vinha mais, os risos eram de plástico. Foi acontecendo sem ninguém perceber, durante a calada da noite, durante os meses frios de férias.

Mas naquele dia, tudo sumiu. Não se sabe como começou, como se desenvolveu. Mas, num passe de mágica, lá estavam todos, brincando e rindo, uma simples bola de papel transformada em um objeto de riso e alegria. Até o sol resolveu que aquilo merecia uma atenção especial, e rasgou o frio inverno precoce com aquela luz colorida e quente, mas não quente demais, aquela luz que reforça a alegria que todos nós estavamos sentindo. Durou somente alguns minutos, mas pareceram horas. Não foram todos que perceberam a importância que aquilo teve. Mas, quando cada um foi para seu lado, rindo internamente, estavam todos mais leves, com a conciência de que um dia haviam sido um.



Terça-feira, Março 28, 2006


Lana sentou-se no lugar de sempre. ERstava com sono, estava cansada. Queria estar em casa, e não naquele maldito ônibus escolar.
Seguiu-se a mesma monótona rotina. As mesmas pessoas andando apressadas pelas mesmas ruas sujas e inda vazias aquela hora da manhã. O rádio tocas as mesmas musicas de fácil memorização e mai fácil ainda esquecimento. O mesmo atraso de dois minutos e meio daquele menino da casa verde. Tudo como sempre.

Como sempre o ônibus parou com um tranco naquela ladeira acentuada, e um garoto subiu, quieto, de olhos baixos. Ele olha em volta, como se procurando alguém, alguma coisa, algum sinal, alguma alternativa que não existe. Então, ele se senta ao lado da garota convenienteente distraida e sonolenta no terceiro banco.

Todo dia ela o observa chegar e realizar aquele ritual quase sagrado. Mas naquele dia específico, seus olhares se cruzaram por um milésimo de segundo, que se estendeu por algumas horas, até que ela rompe a corda de aço imaginária que liga os dois e torna a olhar a janela, com o coração batendo apressado e o corpo resetado. Todos os seus átomos sentiram quando ele desistiu de procurar e se sentou ao seu lado, longe o suficiente para não a tocar, mas perto o bastante para o calor de seu corpo fazer-se sentir. Se o ônibus desse um solavanco um pouco mais forte, os dois se tocariam, e como numa pilha que finalmente se encaixa em seu devido pólo, toda a energia reunida vazaria causando um explosão invisivel. Mas os dois ficaram completamente imóveis, ele imerso em seus pensamentos, ela fingindo fazer o mesmo.



Eu juro que um dia eu paro, sento e organizo todos os trechos confusos que eu escrevi. Por enquanto, se contentem com isso =/

Ah, a esperta aqui tá com a mão machucada, maybe por causa da Ginástica Olimpica maybe por causa de uma tenditite hereditária que se propagou graças ao uso exessivo do computador.

essa segunda teoria, claro, é da minha mãe.



Sábado, Março 25, 2006


Lá estava ele. Não se sabe onde; só se sabe que estava. Estava sozinho, mesmo que acompanhado, sentado calmamente ao lado de um fantasma desbotado, falando sobre os velhos tempos que por alguns segundos haviam voltado. Falavam sobre o Tempo, aquele vigarista que tentava separar tão estimados amigos. Para quem passa ele é apenas um homem crescido, com um ar nostálgico, falando sozinho. Mas ele é muito mais do que isso: ele é um menino-homem apaixonado, extremamente ligado ao passado.

O fantasma é um mutante, que se transforma aos olhos de quem o vê: vai do balanço quebrado aos tempos de drogado, mais rápido do que o olho pode ver. Um turbilhão de lembranças sacode o telespectador daquele espetáculo mágico, fazendo-o experimentar diferentes sensações, a cada segundo lhe mostrando uma hora de sua vida. E, como no ultimo tique fraco de um relógio sem corda, o fantasma parou, sem forma, inerte. Em um ultimo esforço, se transformou, fazendo a síntese perfeita de todas aquelas madrugadas cinzentas passadas em claro fumando um cigarro barato, todos aqueles momentos solitários no parque, pensando debaixo de uma árvore, todos os bilhetes não escritos queimados no sótão vazio. Aquele rosto que até hoje o atemoriza e fascina, o rosto da sua menina, fazendo-o soltar um grito silencioso. O fantasma foi embora, e ele ficou ali. Não importa aonde; só se sabe que ele estava.



inspirado em um certo bruno.
eu sei que ficou nada a ver, mas enfim.



Quarta-feira, Março 22, 2006


apenas feliz, só feliz.
ansiosa para provar quem eu sou.
ansiosa para ver todos os dias que virão.
ansiosa para ser feliz.


é, feliz.
apenas feliz.






...e eu te amo.


paula sua marreca, eu te amo, mesmo com seus comentários do mau. era pra ser segredo aqui táa??



Sábado, Março 18, 2006



Um menino sentado na primeira carteira, escrevendo rápido no papel sem enfeites, segurando a caneta fortemente com a mão direita. Uma risca divide ao meio seus cabelos e seus pensamentos; um lado seu é certinho e respeitador das regras, o perfeito nerdzinho da classe. Mas o outro lado esconde um louco revolucionário, uma mente capiciosa que ainda ontem botou o quarto abaixo e carregará uma cicatriz na bochecha esquerda causada por um abajur errante para toda a vida. Ele próprio não sabe disso, e julgou que o surto da noite passada foi por causa de uma nota relativamente baixa; mal sabe ele os seus verdadeiros motivos, tão profundamente soterrados por números e livros. Seu inconciente louco emana um brilho estranho; ele é correto para se proteger, para proteger os outros. Os óculos escondem os olhos penetrantes, o aparelho barra a lingua afiada. Ele é um revolucionário, esperando apenas um momento certo para desabrochar. E, como uma fera, seu inconciente espera, espera até o dia em que explodirá, causando um impacto sem igual.

***
O perfeito delinquente juvenil, sentado na última carteira, camiseta de banda, jeans surrado, rasgado e all star rabiscado. 'Expulso de outra escola' diziam alguns, 'repetente', 'usuário de drogas' era tudo o que falavam ao seu respeito. Sua boca mastiga distraidamente caneta sem tampa, seus olhos acompanham o complexo exercicio matematico na lousa, então, lança um olhar perplexo para o colega a seu lado, distorcendo a estranha cicatriz na bochecha esquerda. Este devolve fazendo uma cara sacana, e após uma breve troca de olhares, eles trocam as fichas. O amigo finge que estuda, enquanto o outro resolve os exercicios rapidamente, segurando fortemente a caneta com a mão direita.




texto inacabado, preguiça dominando.
créditos a ele que me ajudou com algumas frases.


sabe o que eu percebi? que aqui no blog parece que eu to sempre mau humorada. meus posts são sempre tipo "ã, legal, morte a todos". aah, mas não é isso não tá? eu sou legal =)


e ah, tem um novo lay =)², bem alegrife u.u



Sexta-feira, Março 17, 2006


manias

"Cada bloguista participante tem de enumerar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que o diferenciem do comum dos mortais. E, além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogs aviso do 'recrutamento'. Ademais, cada participante deve reproduzir este 'regulamento' no seu blog."


Lá vamos nós fazer isso que a maldita honey deixou pra mim. Ru sei que são cinco, mas o bloco de notas não gostou das outras duas e apagou-as. -.-

1- Mania de se mecher.

Hiperativa, eu? Hiperativa é pouco. Não consigo ficar parada. Falo gesticulando bastante, ando, danço, etc etc. Um vez, em um seminário sobre Einstein, eu começei a fazer o tandi do ballet lá na frente, enquanto falava. E eu também ando muito rápido na rua, não por estar com pressa, mas por simplesmente ficar uma pilha de nervos quando eu ando devagar.

Outra mania que pode ser inclusa nessa é a de falar rápido. Eufalotudomuitocorrido,principalmentequantoeuestoulendo,porqueeuleio rapidopracarambaefalonamesmavelocidadeentendeu? E eu também atropelo as pessoas, por que eu pego o que elas querem falar antes de elas acabarem a frase, e já respondo. Eu sou meio odiada por isso ;)

2- Mania de tomar banho.

Não confunda isso por mania de limpeza: meu quarto vive bagunçado, com roupas espalhadas pelo chão e alguns potes de comida perto do PC (que está sempre ligado por que eu tenho pregiça de desligá-lo). Eu também não sou daquelas que fica lavando a mão até sangrar. Minha mania é outra.

Eu NÃO SAIO de casa sem tomar banho. Estou atrasada? A casa está pegando fogo? O avião vai partir? Foda-se, não saio. Isso por que meu cabelo é enrolado, cacheado, meio crespo até, e quando eu acordo ele está HORROROSO. Não é feinho, nem apresentável. É daqueles que se você vê você toma um susto e sai correndo. Ok, mentira, é exagero, mas para mim parece. Mas enfim, por isso eu acordo todo maldito dia as 5h30 da manhã, para dar tempo de tomar banho. Se por um acaso eu saio de casa sem cabelo molhado e cheiroso, pode se preparar para um dia bem mau humorado.


3- Mania de ler.

Não importa: nota fiscal, papelzinho de estacionamento, panfleto distribuido no semáforo, bula de remédio: se tem letras, eu leio. Simplesmente não dá para controlar, as palavras parecem em neon, formando a palavra LEIA-ME. Perco muitos momentos preciosos da minha vida com isso.


repasso para:


moon, marreca, taynara, nani e renata.

e TRATEM DE RESPONDER!



Sexta-feira, Março 10, 2006


Você vai passando na sua bicicleta roz, com a primeira brisa da manhã batendo nos seus cabelos já um tanto bagunçados. Você passa tão rápido que não me vê, mas eu grito seu nome e desco rápido a ladeira, brecando do jeito que você me ensinou. Eu emparelho com você, que me pergunta o por quê do meu sorisso aberto, e eu não digo, só fico lembrando daquele dia em que eu, de capacete e joelheiras, desci pela primeria fez aquela ladeira, e cai. E você riu, aquele seu riso limpo e fresco, que me deu vontade de rir também. Então você segurou minhã mão e me botou de volta na biscicleta, mostrando como fazer, e seu cheiro de vento me contagiou. Volto do passado e vejo o seu sorriso, o seu sorriso perfeito, a coisa mais linda que existe. Quantas veses, com este simples gesto, me convenceu que a vida vale a pena, quantas veses eu não te acordei no meio da noite só para pedir que você viesse me consolar, para ouvir sua voz, para sentir-me segura no seu abraço? A brisa bate em nossos rostos, eu não consigo tirar meus olhos de você, olhando cada detalhe que eu já olhei tanto que é como se fossem meus, e os defeitos são são problemas, são apenas detalhes que fazem de você o que é. Todas essas misturas absurdas fazem de você um ser complexo, um enigma, que atrai e fascina, que seduz, você é uma esfinge, que te mata se voce não acertar o que há por baixo destes olhos claros e deste casaco preto. Alguns anos passaram, mas você continua me olhando como se fosse a primeira vez, aquela vez que seus olhos acidentalmente encontraram os meus, e em um segundo você me desvendou, me descobriu, e foi como se o mundo tivesse parado. O dia vai clareando; você propôe uma corrida, eu começo na frente. Mas como sempre, você me ultrapassa, rindo e brincando. Nós dois estamos indo muito rápido, sentindo o vento no rosto, a chegada se aproximando. Você vai ganhar como sempre, e eu vou te derrubar no chão e pedir revanche. Você vai dizer que não e vai me beijar, e nós dois vamos ficar deitados na grama, fingindo que o tempo não existe. Vai ser assim hoje, e vai ser assim para sempre. Mas espera, amor, cuidado com o carro! Amor, breca! Breca!

Você está deitado no chão, a cabeça no meu colo. Está tudo bem, tudo ótimo, aguenta mais um pouquinho. As sirenes estão próximas, e eu tento não olhar para o sangue que se espalha. Não vou poder ir junto, mas prometo, logo logo estarei lá. Não faça ess cara, não chore, tudo ficará bem. A ambulância se afasta, levando-o para lonje de mim.me deixando aqui sozinha com sua bicicleta roxa, com um ultimo suspiro da magrudada batendo no meu rosto.




texto péssimo.
só atualizando para dizer, ok, para a infelcididade de vocês eu não abandonarei isto aqui.
e no prox post eu respondo o questionário da honey.



Segunda-feira, Março 06, 2006


she don't care, but i do.

pois eh, lídia está revoltada com a internet.
quer ateh deletar os fotologues.
mas blogue não. ela pode ateh ficar sem postar alguns dias, mas soh alguns dias.
como ficaremos nós sem os textos maravilhosos dela?
impossível sobreviver.
não deixarei ela deletar o blogue podexar, pois eu tenho a senha do mesmo
MUAHUAHUHAUHAUHAUHUA
:DDDDDDDDDDDDD

entonces, qria q vocês me ajudassem e fizessem um protesto.
para com o qual dona lídia voltasse a postar no seu blogue os seus textos perfeitos.
por favor lídia u.u
peço-lhe encarecidamente.

te amo minha marrequinha viu?
pra sempre ;@@@@@@@@

post: paula fernanda.



Quinta-feira, Março 02, 2006


e isso me faz muito mal.


E essa minha mania, de ficar revirando os arquivos do computador, achando coisas que não eram mais para existir, e deparar com as fotos velhas, fotos de uma lembrança, fotos que lembram que um dia o mundo foi diferente do que é hoje. Fotos que lembram que nem sempre foi um sufoco levantar da cama, lembram que o mundo era colorido, que eu sorria e sorria. Essas fotos que são como placas indicando meu maior defeito, essa minha mania de viver no passado perfeito, essas fotos que me servem de aviso para que eu não me conformar com essa meleca que a vida é. Fotos mostram aquelas peças de roupa que rasgaram e se foram, levando com elas tantas lembranças e momentos bons, como aquele dia em que te encostaram naquela parede fria e disseram "eu te amo". Fotos que lembram que você já teve cabelo roxo, que aquela menina já foi sua amiga e que você já posou autista no meio da rua, parando o trânsito para eternizar mais um momento. Essas fotos, ah, essas fotos,como elas me fazem mal, e eu não aprendo, e continuo as revendo, contendo a muito custo as lágrimas que teimam em sair.



Quarta-feira, Março 01, 2006


Eu queria aquele carnaval antigo, com o Pierrot e a Columbina, com baile de máscaras e serpentina. Queria me fantasiar de palhaço, correr pro abraço, brincar com spray. Queria cantar marchinhas inocentes, beber suco de limão, catar confete no chão. Queria sair na rua, pulando contente, continuando a corrente de alegria que era o carnaval.


desculpa o sumiço e tal, eu tava virando um camarão empanado naquele inferno lugar que eu amo chamado praia.

a cena típica: você está chegando na praia, com seu biquini surrado e aquele guarda sol verde limão com bolinhas roxas discreto, junto com a familia inteira, mãe, vó, tia, primo, etc etc uma farofa só aquela coisa que todo mundo sonha ter. aí você atravessa meio mundo levando aquela tralha toda para achar um lugar ao sol. quando você acha, adivinha: do seu lado direito tem uma daquelas tendas com um grupinho-de-meninas-de-20-anos-lindos-perfeitos-e-sarados-com-seus-namorados-perfeitos-e-malhados-rindo-muito-e-se-divertindo. e do lado esquerdo, oh, puxa, que surpresa, há outro grupinho-de-meninas-de-20-anos-lindos-perfeitos-e-sarados-com-seus-namorados-perfeitos-e-malhados-rindo-muito-e-se-divertindo. e você com protetor com cheirinho de uva no nariz.


é, eu amo praia.



Terça-feira, Fevereiro 21, 2006


eu sinto sua falta, sinto falta de seu sorriso, de suas piadas, de nossas conversas absurdas, sinto falta do seu beijo, dos seu abraços, sinto falta de nossos encontros escondidos, de nossas promessas não cumpridas, sinto falta do que nós eramos, sinto falta da sua amizade, de seu cheiro, de sua dança, porra, eu sinto sua falta.

***



Incrivel como uma simples musica pode acabar com tudo. Todos esses meses me ocupando com outras coisas, com outras pessoas, outros amigos e outros amores, tanto tempo fingindo que até pensei que tinha realmente te esquecido. Apenas uma memória distante, um passado feliz, uma lembrança reconfortante; mas apenas isso, apenas uma coisa para ocupar a mente nos minutos antes de dormir. Apaguei suas fotos, empurrei seus bilhetes para o fundo da gaveta. Tudo perfeito, cheguei até a achar que nunca havia realmente lhe amado.

Então, numa festa, o DJ toca uma música qualquer, enquanto danço uma dança qualquer. Estou feliz, contente, rindo com minhas amigas e dançando uma antiga coreografia. A proxima musica começa. Os primeiros acordes sumiram com meu sorriso, os segundos me trouxeram lágrimas nos olhos. E todos ao meu redor dançando aquela dança, a sua dança, enquanto todas as lembranças cuidadosamente embrulhadas saem de seus pacotes como dançarinas saindo de um bolo, com propósitos mórbidos no entanto.


***


Ninguém percebeu a menina que começou a soluçar, ninguém percebeu quando ela sentou num banco escondido escondendo o rosto nas mãos. E ninguém viu o menino se aproximando, dançando a sua dança, a sua música, enquanto ela o olhava e sorria, ninguém percebeu quando eles deram as mãos, quando ela se inclinou para beijá-lo, e ele simplesmente se desvaneceu em fumaça. Ninguém percebeu.





...eu acho que esse lay está feliz demais para mim.


edit%
por isso eu mudei. finalmente um lay feito por mim \o/
/edit



Sábado, Fevereiro 18, 2006


...tem dias que tudo dá errado.
tem dia que você faz coisa que não deve.
tem dia que você não ve quem esperava ver.
e, no final, quando você volta pra casa com lágrimas nos olhos, você toma banho de chuva, você sente o frio das gotas e o quente das lágrimas, você fica encharcada, enquando anda na rua ouvindo musicas que não te fazem bem. você chora, nem que seja só mentalmente, você sente que o mundo não gosta de você, e você só queria poder tomar o banho de chuva em paz.


ps: lay novo



Quarta-feira, Fevereiro 15, 2006


shopping




As pessoas vão rodando, rodando, vivendo suaS vidaS, sem perceber que são parte de uma imensa máquina. Sem perceber que são apenas pequenas roldanas, que vão perdendo a rotação e não podem ser lubrificadas, sendo subistituidas por outras, novinhas em folha. O mundo gira no sentido horário, mas as pessoas andam no sentido anti horário, como se no seu inconciente acreditassem que assim fossem voltar no tempo. Todos rodando, sem perceber que são constantemente observados e julgados. Simplesmente continuam alí, fazendo suas compras e rindo com os amigos, acreditando piamente que são possuidores do livre arbitrio, esquecendo que não há vida sem morte, e que a morte logo chega para os que vivem. Todos tem pressa, todos correm, todos vôam, mas ao mesmo tempo todos querem parar o tempo, querem vencer a força da naturesa. O ser humano é a maior contradição do Universo. O universo é relativo, o tempo também. Dependendo da velocidade em que se vive, o tempo passa mais rápido. Ou mais devagar. Sua vida pode durar séculos, mas do que isso servirá se cada dia foi repleto de tédio e limitações? O não pode é o único limite, e a inocencia a unica saida para essa máquina que engole nossas alegrias e emoçõe, que nos transforma em simples roldanas, apenas rodando, rodando, vivendo suas vidas.


ps:clique aqui



Terça-feira, Fevereiro 14, 2006


nada a declarar, senhor delegado.
eu só preciso de uma noite com oito horas de sono.


ps: clique aqui.



Sexta-feira, Fevereiro 10, 2006


..e eu não acho que a gente passa a
entender melhor a vida quando encontra o verdadeiro amor


E tudo muda num instante. Tudo passa como se simplesmente não tivesse sido. Páginas e páginas do caderno são arrancadas e queimadas, suas cinzas espalhadas, o passado não existiu. O presente? O presente está em constante mutação, tudo muda, tudo passa. Uma mão escreve e outra apaga. Ou vice e versa. Uma eterna roda gigante, girando sem parar. Velhos se tornam novos, os jovens parecem velhos acomodados, e derrepende o presente é o passado. E o futuro, o futuro tão temido, o futuro hipotético e sintético, o futuro passa a ser parte das cinzas espalhadas no vento. Tudo muda, tudo passa, tudo era. E o mundo passa a ser enxergada de outras formas, tão absurdas quanto um girassol, que vive para morrer, que morre para reviver, fazendo parte da montanha russa, rodando a roda gigante, cavalgando no carrosel imaginário de nossas mentes perturbadas, tão cobertas de cinzas e páginas espalhadas a espera de entraram na grande fornalha que as diminuirão a meros fiapos que serão varridos pelo tempo. A vida inteira subindo uma colina, tentando chegar no topo, e quando percebes, está escorregando pelo outro lado.



Terça-feira, Fevereiro 07, 2006


capitulo segundo: a casa de pedra - primeira parte

"Que absurdo", pensou Liessa, enquanto andava pelo que um dia fora um gramado, mas agora era apenas um pequeno lamaçal. Tudo o que a mãe lhe falara não fazia o mínimo sentido, e envolvia magia. Magia poderosa. A cada passo que dava, a garota tinha mais vontade de se virar e fugir, de fugir para além de sua casa, além da cidade, além das terras do Tratado, além do mundo, e sair voando, para além da eternidade. Suspirou. Daria de tudo para não ser descendente dos Nobres. Odiava todo aquele sistema, e odiava ainda mais magia: não fosse por ela, ainda faria parte do clube de ginástica e não teria que seguir a maldita dieta. E, provavelmente, não estaria caminhando naquela maldita
chuva insuportável em direção a um tumulo já semi deseparecido.

Lá estava ele: apens uma laje de pedra gasta, com uma inscrição meio apagada. Suspirando, a garota se abaixou, soltando os cabelos encharcados sobre os ombros. Cavou ligeramente a lama fétida, empunhando o colar e murmurando o encanto. Nada. Tentou de novo, irritada. Nada. Sua mente não estava preparada para isso. Então, resolveu invocar a técnica que o estúpido professor de magia havia lhe ensinado. Pois bem, para alguma coisa aquele velho estúpido iria servir. Visualizou cada pensamento, como se fossem... Como se fossem besouros, decidiu-se ela ao ver um besouro gosmento esperneando ao lado de uma lápide qualquer. Certo. Agora tinha que matar todos os besouros. Matar não; enfiar naquela caixinha no canto de sua mente. Um a um, os pensamentos foram deixados de lado. Um besouro extremamente gordo e raivoso resitiu a ir para a caixa: era a sua mágoa. Mas, depois de uma breve luta, até ele desistiu, e sua mente estava pronta para o maldito riutal.

-Terra- murmurou- Terra-mãe, receba essa ametiza.- ela hesitou. Seria certo? Não fazia diferença. Respirou fundo e continuou. -Receba essa ametiza, a Energia de Lilian Stonber, como oferenda. Em troca, rogo o poder nescessário para a magia.

Enterrou o colar, tomando o cuidado de não soltá-lo. Murmurou o encantamento em lingua estranha que havia memorizado no hospital. O colar estava queimando; estava muito frio. Fechou os olhos, ou teria sido o mundo que havia perdido a luz? Estava tudo muito molhado, tudo muito frio, e um vento anormal assolava a planice.

Derrepente tudo parou. O cemitério estava completamente em silêncio. Morto. "Funcione", desejou a menina. "Funcione, pelo amor de tudo que tem no mundo, funcione, para eu não ter que fazer isso denovo". Uma levisima brisa agitou o ar. "Funcione, funcione". Uma fagulha percorreu os dedos sujos e afundou-se no túmulo. Então, numa explosão turquesa, funcionou. Teroricamente.



Sábado, Fevereiro 04, 2006


capitulo primeiro: o pior dia - parte quatro


O frio do ar condicionado a atingiu como mil facas afiadas, juntamente com a náusea que sempre lhe ocorria quando conjurava coisas. Odiava usar magia. Todos diziam que era um dom, mas ela sentia que era errado. Era como se ela não tivesse o direito.
-Aí está você!- a mulher estava ligeramente pálida.- Aonde você estava?
-Fui ao banheiro. Aonde está minha mãe?
-Está no octogésimo sexto andar. Use aquele elevador, e tome esse crachá. ¿ ela falava muito rápido, contrastando incrivelmente com a mulher fria e insossa que a buscara em casa.
-Obrigada. A senhora está bem?
Ela parou ruptamente, aparentemente chocada com a pergunta.
-Sim, estou. Qual é seu nome mesmo?
-Liesa- disse ela cautelosamente- Liessa Stonber- completou, ao ver a expressão da mulher.- E você é...?
-Maya. ¿ disse ela, lentamente- Meu nome é Maya
E saiu em disparada, repetindo isso ininterruptamente. Louca. Provavelmente culpa do ar extremamente frio. Preparando mentalmente uma tese contra os ar- condicionados, a garota se dirigiu ao elevador. O mecanismo era simples. O botão correspondente a cada andar significava uma pressão a ser exercida no vácuo dos tubos. Apertava-se o botão e, depois de um leve desconforto, estava-se no andar desejado. Simples. Agora substitia ¿leve desconforto¿ por ¿sensação de ter seus olhos espremidos por uma abridor de latas de azeitona¿ e você chega perto do que Liessa sentiu ao apertar o botão relusente no elevador de vidro.
Completamente tonta, a garota se dirigiu ao corredor. Toda a estrutura do Instituto era de vidro escurecível nos quartos, vidro plastificado nos corredores, de modo que, ao olhar para baixo, uma profunda vertigem se apoderou de seu maltratado corpo. Não gostava muito de altura, e nem as várias visitas ao hospital a haviam acustumado aos oitenta e cinco andares abaixo dela. Agarrando-se as paredes, dirigiu-se ao quarto indicado no chachá.
Sua mãe estava ali, dormindo. Os machucados estavam coberts por curativos, e uma máscara de oxigênio a ajudava a respirar. Pela primeira vez em muitos anos, Lílian Stondber parecia uma mulher frágil. Com um aperto no coração, Liessa percebeu que o precioso colar de ametista estava quase opaco.
-Mãe...- disse ela, quase num sussurro.
Ao ouvir a voz da filha, a mulher fez uma patética tentativa de sorrir.
- Liessa, você veio.
- Por que você mandou me chamar? Amanhã você já vai poder ir para casa! Era só mandar um recado!!!- a menina se descontrolou. Tudo aquilo era muito estranho.
- Não seja estúpida- disse a mãe, irritada- Olhe a pedra! Você acha mesmo que eu vou para casa amanhã?- não recebendo resposta, continuou. ¿ Mandei te chamar por que quero que você entregue o colar a uma pessoa.
- -Mas o colar é...! protestou a garota
- Eu sei que o colar é. E eu quero que você o entregue a Thomas. Lembra dele, o velho amigo do pai de seu pai?
- Mãe- sussurou Liessa- Thomas está morto a anos.






milady: queeeeeem ainda lembra desse conto levana a mão
povo: _o'_



Sexta-feira, Fevereiro 03, 2006


As amizades se espalham com o vento, que leva cada uma para uma direção. Você não pode seguir uma sem abandonar a outra.

As amizades vão se espalhando...

uma amiga divertida vai para Atibaia
o amigo confidente para o São Domingos
a amiga de infância para a classe visinha
e o amigo que te conhece melhor do que você mesma muda para a segunda mesa,três fileiras a esquerda de sua carteira.

Distâncias fisicas não interessam.

Quem está mais lonje é o amigo que está a três fileiras a esquerda de sua carteira.

Você não reconhece mais o olhar dele. Não reconhece mais o jeito de falar, o jeito de andar. E, com uma pontada de dor, percebe que já não mais o conheçe. Ele volta a ser apenas o garoto que senta na segunda mesa,três fileiras a esquerda de sua carteira.

Quanto mais perto o amigo está, mais a separação doi. Separação de amizade tem que ser que nem tirar curativo: rapido e de uma vez. Sem ficar puxando cada pelinho, cada ferida, cada casquinha, deixando cada poro de sua pele pedindo clemência.



Mas nem tudo é desespero. Você pode um dia receber uma mensagem de texto de um numero desconhecido. Você liga para ele e descobre que é a amiga divertida que mudou para Atibaia. Você pode ter achado que esqueceu dela, mas ela não. E vocês ficam horas e horas fofocando no telefone, como se tivessem se visto pela ultima vez no colégio, a algumas horas atrás.

Como se nada tivesse mudado. Como se o tempo fosse algo irreal, e nós ainda fossemos as mesmas quatro garotas que fundamos o BMLA na quarta série. Como se a malicia não tivesse nos contaminado, e nós ainda brincassemos pelados no quintal.


Amizade passa muito rápido. Não é por que não seja verdadeira. É simplesmente por que as pessoas mudam, o mundo muda, e a mudança de amizades faz parte do processo de mudar.

Mas do mesmo jeito que elas vão, elas voltam.



ps: texto velho por que eu to com preguiça de escrever. uma aula de gramatica me fez me sentir completamente ignrante.

preguiça é com ç ou s?



Quinta-feira, Fevereiro 02, 2006


sabe quando você se sente completamente desloucada e fora do contexto? Quando você se sente um E.T verde com anteninhas roxas, gordo e gosmento?
eu não achava que eu iria me sentir assim naquela escola em que eu estudo a tanto tempo.



e boa volta as aulas pra você também.


ps: eu virei a emo da classe ¬¬
ps²: a promoção do lay continua.



edit.

lay novo feito pela moon, contando com 1.0 do hostee. a marreca e minha irmã também tão fazendo lays pra mim, que eu vo bota no ar logo depois desse. ai, como eu sou póp, nãop *metida mode on*


*metida mode off*
*ops, o botão de off quebrou*
*naaao, ficarei metida pra sempreee*
*desligaaa*
*desligaaaaa*
*¬¬*
*não desligou*


ps: tem um link pro meu orkut escondido numa parte do lay. quem achar ganha um doce (criatividade mode também está quebrado)

(e o piadista mode também +_+)

/edit.



Quarta-feira, Fevereiro 01, 2006


is everybody going emo?


...e eu ainda sou do tempo em que cinto de rebite era coisa de metaleiro, lapis preto e automutilação coisa de gótico, rimas no infinitivo coisa de sertenejo e boneca coisa de criança.


Tá tudo virando emo. Você pinta a unha de preto? Emo. Você tem franja? Emo. Você fica triste? Emo. Você tira fotos do dedinho do pé? EEEEEEEEEEEEEEMOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO.

Fala sério. EMocore era um estilo de música. Apenas quem ouve aquelas versões roquinho para os sucessos de zezé de camargo e luciano pode ser chamado assim. Mas não, se um dia você acorda e seus cabelos ficam rebeldes e um pouco de lado, você é emo.

E não para por aí. Aléém dos que rotulam os outros, tem os que vão na galeria uma sexta feira qulquer, compram uma camiseta "emogiiiiiiiir"l e viram emos "desde muito antes da modinha". E fazem fotologs tipo /plastic_emo_sad_crying_strange_pseudo_doll e e tem comentários tipo "lindás =**" lotando tudo. E vão no orkut e tem 3284324324308438 scraps, e milhões de comunidades do tipo "emolândia" e "quero um namorado emo" e similares. Isso quando a nova emo não tem o próprio "(LLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL) da vida inteiráh" ilustrando todas as fotos do album. As comprometidas são srá e as solteiras srtá. E todos são bi. Ou gays. Nada contra os verdadeiros homossexuais. Tudo contra os emos que falam que são bis/gays só pra terem status de "EMO SUPREMO .

Ficou impossivel ir na galeria as sextas, frequentar o Villa Lobos a noite ou passear na Paulista. Os emos dominaram o mundo, e a Amazônia é a franja do planeta.


Seja emo você também. PlimPlim.









ps: continua a promoção do faça um layout para a milady e ganhe um doce.



Segunda-feira, Janeiro 30, 2006


lembranças

Se deitou na cama, se escondendo embaixo dos lençóis surrados, tentando dormir, tentando fugir. Sorrateiramente, uma a uma, as lembranças saiam de suas caixas empoeiradas, postando-se em volta da cama. Ela sentiu alguma coisa; sentiu medo. Então, se enrolou ainda mais no edredon velho, desaparecendo num embrulho de pano. Como fazia quando era pequena. As lembranças se espalharam pelo quarto, cercando a pequena garota assustada. Estamos aqui, diziam elas. Você não pode nos esquecer. Você não pode me esquecer, disse aquele sorriso, que a deixara arrepiada por dias. Você não pode fingir que eu não exito, resmungou aquele abraço, aquele abraço apertado aonde, uma vez na vida, ela se sentira a salvo. Nem eu, disse um beijo. Nem eu, disseram os olhos. E as piadas, e os carinhos. Todas falando ao mesmo tempo, numa confusão dos diabos. Parem, gritou a garota, parem, vocês não deviam estar aqui, voltem para as suas caixas! Parem, vocês estão me assustando, lutando contra as lágrimas. Eu já esqueci vocês, vocês só me fizeram mal, por que vocês voltam a noite? O travesseiro não continha suas lágrimas, o lençól não abafava seu choro. Por que ela tinha que conviver com isso? Não bastava o passado, não bastava o que ela já havia sofrido, e ainda isso? Sem ela perceber, as vozes foram diminuindo. Derrepente, o silêncio se apoderou do quarto, descendo sob os ruidos como uma toalha de seda. Em câmera lenta, ela desafogou-se de suas lágrimas. Alí estava ela. Seu maior pesadelo, sua maior lembrança, sentada no tapete, exatamente como fora a um ano atráz. Com um sorriso no rosto, olhos profundos a encarando, a pequena cicatriz em seu olho esquerdo contando várias histórias que ela tão bem conhecia. Você não vai me esquecer, disse o garoto. Você não vai conseguir. Se inclinou para beijá-la, lentamente, provocativamente. ELa fechou os olhos, se entregando aquela lembrança doce, aqueles dias felizes. Então ele desapareceu, voltando para suas caixas empoeradas, deixando a pequena menina sozinha com seus pesadelos.



Uma noite de insônia, uma menina complicada e um caderno velho fazem textos e mais textos, apenas 1% deles quase publicáveis. ah, sim, minha baixo estima é fantástica.


edit.

quem me fizer um layout ganha um doce de cereja.

/edit




Quarta-feira, Janeiro 25, 2006


edit.

EU NÃO SOU MAIS ORFÃÃÃÃÃ

Uma menina bonita estava navegando por seu mar de internet quando viu uma pequena menina abandonada numa jangada. Ela estava triste e sozinha, procurando afeto. Ela se compadeceu da pobre orfã e a recolheu no seu luxuoso navio laranja, cheio de pisicnas de refrigentante de laranja, e garrafas de.. bem, de suco de maracujá, por que eu não tomo mais refrigerante *promessa de ano novo*, mas finge que é refrigerante de laranja. A menina bonita acolheu a orfã no paraiso laranja, e viveram felizes para sempre.




Tá, chega de palhaçada. O que importa que agora esse blog se chama

ORANGE-SODA.ORG/INNOCENCE

mudem os links ;)

/edit


"Sentei-me na cadeira de veludo gasto e olhei para o palco. Em minutos, vidas e histórias se mnaterializariam como bolhas de sabão, para logo em seguida explodirem em fiapos de cor e magia. Quando a cortina se levantasse, comédias e tragédias virariam realidade.
O primeiro sinal. Pessoas andam apressadas como formigas atarefadas. As cadeiras velhas são preenchidas uma a uma. Quatro fileiras abaixo, uma senhor de cabelos vermelhos observa distraidamente uma cadeira vazia. É visivel em seus olhos o reflexo de seu marido falecido e seu neto não nascido; impressão ou uma lágrima solitária rola lentamente pelo seu rosto a muito vivo? Ao seu lado, senta-se uma adolescente revoltada provavelmente arrastada contra a vontade por seus pais. Debaixo de sua máscara, se esconde uma menina preucupada pela briga que ouvira com o ouvido colado na porta de madeira grosa da suite do casal, na noite passada.
O segundo sinal. Uma fileira à minha frente, senta-se uma mulher ainda jovem, cujo seu perfume grita VIOLETAS! na minha cara. Sapatos altos e bolsa cara, ao lado do atencioso marido idoso, a quem ela ignora. Seus olhos pintados estão fixados em um homem forte e bem arrumado, esperando sentado suas duas filhas pequenas voltarem com o o sanduiche melecado. Está relaxado, acabara de receber um bônus no salário, cuidadosamente retirado da verba para albergues para os nescessitados.
Terceiro sinal. Um menino concentra toda sua atenção no seu videogame de ação, matando sem emoção milhares de inimigos imaginários. Sinto-me observado. Duas fileiras acima, uma garota jovem me encara com curiosidade, anotando tudo num caderno surrado. Seus olhos abaixados estão completamente apaixonados por seus textos fissurados, publicados em um site barato.
A cortina se abre. O narrador fala: "agora enxergamos tudo num espelho, num enigma; mas um dia veremos face a face". O palco é inundado por bolinhas de sabão. E uma nova história nasce."





ps:a fala do narrador foi retirada do livro "atravéz do espelho'", de jostein garder, autor de "o mundo de sofia".
ps²: quem diria, já duas ofertas de hostee o.0 fiquei feliz com isso..


uhuuuul

layout novo, profile novo, vida nova. e daqui a oito dias, aula. é, acabaram as férias. teoricamente, eu estou super empolgada tentando imaginar quais vão ser as pessoas que vão cair na minha sala e os meninos-lindos-legais-e-simpáticos-que-vão-se-apaixonar-por-mim-a-primeira-vista-e-não-vão-dar-bola-para-a-piranha-que-monopoliza-os-meninos-lindos-e-legais que irão entrar no colégio. e também estou fissurada por meu material novo, emcapando minuciosamente cada caderno e livro, e botando nome, sobrenome e série em todos os lápis e borrachas (só eu ainda faço isso ¬¬'). teoricamente.

a verdade é que eu não estou neeem um pouco afim de voltar para as aulas, nem mesmo para ver os 'amigos'. os que valem a pena eu vi nas férias. contando que eu vi 3 ou 4 pessoas, bom, vocês me entendem.

sei lá, quando eu era pequena eu não curtia férias, adorava usar uniforme e passava os recreios pulando corda. e as aulas também. para que cargas d'agua eu cresci?



Quinta-feira, Janeiro 19, 2006


Uma coisa que me incomoda profundamente.


Era uma vez quatro amigas. Berenice, Cremilda, Fulana e Beltrana. Elas eram muito amigas mesmo. Um dia, Beltrana resolveu que não queria mais ser amiga da Fulana, e se afastou. E arrastou a Berecice, que não tinha nada a ver com isso, junto com ela. Tentou arrastar a Cremilda também, mas não obteve sucesso.

Ok, Fulana ficou um tempo deprimida e correndo atrás. Uma hora percebeu que aquilo não era legal, e pensou "foda-se a Beltrana, e foda-se a Berenice também, que se deixou arrastar". Ela ficou feliz e contente, junto com Cremilda, que dividia seu tempo entra Fulana e Beltrana+Berenice.

Até que um dia Beltrana resolve mandar um e-mail para Fulana, como se nada tivesse acontecido. Comenta no fotolog, como se nada tivesse acontecido. Ok, normal, pensou Fulana, não vou chegar com oitenta pedras na mão, e foi simpática.

Até que um dia Beltrana posta uma foto contendo Berenice, Cremilda, Fulana, Beltrana e Creudinete, com a legenda "hhhm, tem dois gansos nessa foto".Sendo que Fulana que tinha tido a ideia da foto, e Creudinete que se meteu no meio.


Agora me diz: para QUE fingir que a gente nunca foi amiga? Não somos mais; certo. Mas precisa tentar apagar todo o passado conjunto, apagar todos os momentos bons?



Sexta-feira, Janeiro 13, 2006


Não aguentou ficar parada. Levantou-se e foi dar uma volta. O grande salão parecia ser de última geração, cheio de coisas prateadas e neón. Mas Liessa havia ficado tempo demais presa naquelas paredes, e sabia que, se olhasse de perto, veria todos os remendos mal feitos e as rachaduras não tapadas das paredes malfeitas.
Então parou. Estava num canto mal iluminado, escondido da luz que entrava pelas paredes de vidro por um antigo tubo de elevador de serviço. Havia uma porta entreaberta, e uma luz estranha saia de lá. Dividida entre a curiosidade e sua mãe, hesitou. Bom, filantropia nunca havia sido um de seus pontos fortes. Entrou silenciosamente e fechou a porta atráz de si. A estranha luz vinha de uma lamparina, e o efeito se dava apenas por uma folha translúcida apoiada nela. Mas mesmo assim, as lamparinas haviam sido proibidas pelo Decreto Nº XVII, por serem facilmente inflamáveis. Que diabos estaria fazendo uma lamparina no centro tecnológido das terras da Convenção? Mesmo sem o papel, a luz era especial. Quente, amiga, ao contrario das frias luzes á energia nuclear.
Contrariando todas as regras, Liessa se aproximou cautelosamente, abençoando o calor do fogo depois do potente ar condicionado do hospital. Seus dedos estavam gelados, e sua saia rasgada, e só agora ela percebia a aparencia medíocre que passaram. Sua familia havia passado por um golpe, sim, mas não estavam totalmente falidos ainda. Sua mãe ainda se comportava como uma mandante, e esperava o mesmo comportamento da filha. Nem é preciso dizer que se frustrava totalmente. Pular muros não era uma atitude muito chique. Sua aparência também não colaborava. Baixinha, de cabelos armados e dentes muito juntos, sardas no cabelo e espinhas provenientes da puberdade. Completamente normal. Somente o brilho que seus olhos cinzas as vezes liberavam é que entregavam sua ascendência dos nobres.
Levantou-se abruptamente. A mulher estúpida já deveria estar voltando, e Liessa não queria passar mais uma impressão errada. Girou nos calcanhares, procurando a macaneta. Não obteve sucesso.
"Otimo. Não há maçaneta. Me tranquei num quarto escuro junto com uma lamparina a gás, enquanto minha mãe está lá em cima toda estrupiada e querendo falar comigo"
Tentou acalmar-se. Novamente, não obteve sucesso: chutou a porta violentamente, somando mais uma as muitas dores que estava sentindo. Saiu pulando num pé só, chingando mentalmente o muro, a chuva, a lamparina, a mulher fria que a trouxera e todo o Hospital. Procurou outra saida. Além de uma janela com 10cm de diâmetro, a sala estava totalmente fechada.
A conhecida sensação de claustrofobia começou a se apoderar dela. Não havia nascido para coisas assim, era uma menina aberta, que gostava do ar livre e do céu. Não havia nenhum objeto que ela pudesser usar de manivela para abrir a porta, e nada para explodi-la, além da lamparina.
Não havia outra opção. Em outros dias, teria cogitado a idéia de gritar até alguem a encontrar, mas hoje, estava com pressa. Com um suspiro de resignação, a garota fechou os olhos, focalizando mentalmente a porta, com o cuidado de incluir uma maçaneta. Se concentrou ao máximo, até que uma fagulha púrpura correu pelos seus dedos. Abriu os olhos. Alí estava, colocada mal e porcamente, e bem feia. Mas era uma maçaneta, Torcendo para que estivesse ficado sólida, Liessa estendeu a mão e saiu da sala abafada.



*povo grita*
milady, volta para os contos e semi-ensaios. Você não presta pra ficção.
*milady*
aaah....

É, eu acho que eu não presto mesmo para isso.
E ok, dessa vez eu me empolguei e deixei um trecho bem comprido para vocês. É que eu vou viajar pra praia esse fim de semana, e durante dois longos dias não terei acesso a internet. Ai ai ai.
E ah, desculpa por não responder comentários. É que meu pc está muito lerdo. Mal dá para mim postar aqui, entrar no msn e atualizar o fotolog, quanto mais entrar em 238458435865 blogs. Desculpa tá?

listening @ deep purple; wrong man



Quinta-feira, Janeiro 12, 2006


Como num sonho, com a cabeça zunindo e os ouvidos latejando, ela acompanhou a mulher. Entraram num carro antiquado e foram chacoalhando em direção ao Instituto de Hospitais , seu velho conhecido. Uma fortaleza de noventa andares, com muros de cinco metros de altura por três de largura de titânio macico. Era o único prédio de todas as terras da Convenção; por algum motivo, os Mandantes guardaram a tecnologia só para eles. Toda vez que ia lá, Liessa fazia um grande discursso sobre a hipocrisia dessas pessoas, sobre a inutilidade de gastar milhões em segurança, e tudo o mais. Mas hoje não. A única coisa que lhe ocorreu foi sua mãe num leito.
Entraram pela gigante principal. O haal branco ectagonal fervilhava de médicos fedorentos e parentes desesperados, correndo apressados para os vinte elevadores de pressão.
-Espere aqui. - ordenou a mulher.
Um pouco ofendida pelo tom, a garota se largou nuuma cadeira dura. Resmungou. Milhões em segurança, mas não se dignavam a comprar uma cadeira que prestasse. Aparencia era tudo; conteudo, nada.



Eu ando postando quase diariamente agora. Estranho.



Quarta-feira, Janeiro 11, 2006




Relatório Geral
1 semestre 1993

Grupo 2 Tarde- Guaçú


Professora: Maria Paula Vignola Zurawski
uxiliar: Cyntia Caetano
Orientadora: Beverley Cerqueira Marin

Grupo: Ana Carolinha, Gabriel Ferraz, Gabriel Siqueira, Giovanna, Milady, Luiz Felipe, Marília, Marina Almeida, Marina Pereir, Paola e Thomas.

"Hoje, quando entramos na classe para a roda de conversa, ficquei surpresa com a organização das crianças; já foram pegando as almofdadas e sentando. O círculo estava quase perfeito, uma criança ao lado da outra! Com algumas intervenções, organizando-os para quer pudessem me ver e ver os outros, iniciamos nossa conversa.

prof ª - Ih, pessoal, quem não veio hoje?
cri 1 - Eu!
As crianças começaram a rir, e alguma começaram a falr "Eu! Eu!", na maior bagunça.
Insisti:
profª - Vocês todos estão aqui. Quem não stá aqui no Grupo 2 hoje?
Apos um breve silêncio:
cri 2 - O Lipe!
profª - Cadê o Lipe? Ele não está aqui.
cri 3 - Ele está na casa dele.
profª - Será que o Lipe está na casa dele mesmo? Sabe, o Lipe não veio por que está doente.
cri 4 - Eu também fiquei doente
crianças - Eu também! Eu também!
Intervim novamente, pois a gritaria recomeçou:
profª - Calma pessoal, um de cada vez. Fala, Gabriel Ferraz.
cri 4 -Eu fiquei doente, com resfriado.
cri 5 - Eu também fiquei resfriado.
cri 6 - Eu também fiquei resfriado.
profª - O Lipe também, e por isso ele não veio na escola."


Eu achei hoje meu primeiro relatório de quando eu estava no grupo 2, ou seja, o primeiro jardim. Eu tinha dois anos de idade. O legal é que das 11 pessoas que estavam lá comigo, 5 ainda convivem comigo. E uma é minha melhor amiga.

Mas o que me chamou atenção foi o fato de a professora ter citado o Lipe, que estava resfriado. Pois bem, no ano seguinte, o Luis Felipe passaria direto para o grupo 4, sem passar pelo o grupo 3. Em 2002, ele ia pouco na escola, falavam que ele estava doente. E em 2003, ele morreu de câncer. E a professora nunca mais falou que o Lipe faltou por que estava gripado.



Terça-feira, Janeiro 10, 2006


Liessa se concentrou. Segurou no topo do muro e se chingou pela milésima vez por ter esquecido a chave. Então, no três, deu um pulo e caiu magestosamente de cara na grama seca.
"Òtimo", pensou ela. "Agora, além de ficar co os dedos doloridos, terei uma bela cicatriz para todo mundo ver".
Encostou-se no muro, frustrada. Agora teria que esperar alguém chegar. Sentia falta das aulas de ginástica, agora mais do que nunca: naqueles tempos, poderia ter pulado o maldito muro brincando. Mas claro que aquela doença estúpida de nome feio a havia feito parar. Dieta controlada por médicos fedorentos e repouso total. Maravilha. Bom, pular muros não era exatamente a idéia de repouso.
A garoa fria cutucou sua pele fina. Òtimo. Cansada, de mau humor, machucada e molhada. O dia não poderia estar melhor. Anode estava nsua mãe? Ela bem que poderia apenas chegar, e abrir a porcaria do portão?
Uma forma indefinida apareceu na névoa. Aos poucos, uma mulher baixa, com um vestido feio e antiquado foi aparecendo na névoa. Liessa fez menção de correr. Apesar de ainda ser hora do almoço, poderia ser um ladrão mal informado. Mas a mulher apenas falou, numa voz monótona e sem entonação.
- Por favor, Liessa Stondber mora aqui?
- Quem quer saber?
- Representante do Hospital Shhief. Sua mãe é a sra Lílian Stondber?
- Sim - respondeu a garota, com o coração batendo forte- O que houve com ela?
- Houve um acidente. Atropelaram-na quando saia da Biblioteca. Pediu que chamássemos você."




Hoje eu e minha irmã brincamos de fantasia. Eu fui a Madrasta da Branca de Neve e ela a Cruela dos 101 Dálmatas. Depois, eu virei a Maria Mijona e ela a(o) Caubóy. Foi muito engraçado, por que as fantasias eram de quando eu tinha uns oito anos, e estavam minúsculas. O vestido que era para ser até o pé ficou uma minissaia. E na segunda parte, foi realmente hilário eu gritando "TAMAAARA, FAZ CARA DE HOMEEM!" a cada flash. A seguir, fotos. Clique para ver maior.



fotos das bruxas.


cruela sequenstrando um gato, já que a gente não tem um dálmata.
cruela posando e eu com preguiça de girar a foto. 'madrasta indo tomar a poção as duas bruxas


fotos do casal caipira

'tamara, faz cara de homeem! de HOMEM, criatura' *flash* 'tamara ¬¬' ciranda cirandinha vamos todos cirandar. caubói dando uma de macho e a maria mijona pagando um pau. maçã do amor.



O mais legal de tudo foi que, pela primeira vez, eu não fiquei (mais) saudosista. Normalmente eu ficaria fazendo textos enormes sobre como eu queria voltar a ser criança e blábláblá. Mas hoje não. Hoje eu só digo que foi divertido, mas que é bom só como um surto de um dia.


Será que eu aprendi a viver a realidade?



du-vi-do.



Domingo, Janeiro 08, 2006


voltei

Podem chorar e se esgoelar. Eu voltei. Muito bronzeada no braço e branca como sempre na barriga.
Bom, eu não sabia que o sol de meio dia de Manaus queimava mesmo quando eu estava andando de bicicleta.

E sabe de uma coisa?
A viajem foi o máximo. Mas a melhor coisa de tudo foi voltar pra casa.

Sobrevoando São Paulo, vendo aqueles prédios até o horizonte, com a fina camada de poluição cobrindo tudo, os helipontos e as piscinas, o Morumbi, tudo foi tão mágico que eu quase chorei.

Quando eu vi um coroa com cabelo comprido e camiseta do Deep Purple, eu percebi que estava realmente em São Paulo. E que é isso o que eu mais queria.


No avião, eu começei a escrever um livro. É bem provavel que eu desista no meio, mas está sendo divertido, e dificil. Escrever ficção é dificil, pois tudo tem que fazer sentido. Em breve trechos aqui.


E ah, feliz ano novo para todos.
O que ganharam do Papai Noel?



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Olha o que ela fez pra minhê:





[clica para ficar maior né, antâ]

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lay novo! com foto da minha irmã fazendo careta. ela quase me bateu por causa dessa foto, e eu terei que ser escrava dela por alguns anos, mas acho que valeu a pena.

e eu odeio que toda vez que eu troco de lay as pop ups dão problema. sempre, sem exeção. me irrita profundamente.

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Sexta-feira, Dezembro 23, 2005


Pois é... milady está de férias. Brasilia e Rio Negro. Dia sete ela volta.



Quinta-feira, Dezembro 22, 2005


Algo estava para acontecer. Ela sabia disso. Aquele maldito vazio na barriga não a abandonara o dia inteiro. Não conseguia ficar parada: tinha que se mecher frenéticamente. O que exatamente estava para acontecer? Aquele sentimento chegava quase a doer, era uma expectaviva, uma nostalgia, uma aflição, tudo muito real. Suas pernas se mechiam sozinhas; aonde estavam a levando? O vazio aumentava a cada passo. Fazia muito tempo que não sentia aquilo, e nunca fora tão forte. Andava casa vez mais rápido; corria. O vento nos seus cabelos a acalmou um pouco. O vazio era uma prisão, suas entranhas estavam presas num nó bem apertado, havia uma grande algema prendendo-a a alguma coisa, e ela não conseguia se soltar. Agonia, aflição, ansiedade. Não conseguia mais suportar. Então, tudo passou.



a diferença é que pra mim ainda não passou.



Terça-feira, Dezembro 20, 2005


Contos Inacabados. Parte I e II


Parte I - por jornalista

Sentado a beira da lagoa, ele não conseguia párar de pensar. Abriu a bolsa, tirou um cigarro. E, por caminhos ermos, sua mente vagou. Tão longe dali, encontrava-se questões não resolvidas. Ele não era nenhum mutante, mas era sinônimo de fortaleza para seus queridos. A borboleta voava livremente. E ele a admirava como quem estivesse se despedindo. Mas, essa não era a hora. O sonho, feliz se fosse indomável, de (re)inventar sua liberdade mais uma vez passou despercebido. Ele ainda não tem nome. Mas tem uma história. História cognitiva. História admirável. Deu a última tragada. Amarrou seu all star sujo e saiu pensativo. Embora empíricamente, ele ainda estivesse por caminhos ermos.




Parte II - por milady

Caminhou pelo parque, já vazio no crepúsculo poluído, tentando organizar seus pensamentos um tanto filosóficos. Estava cansado. Era isso. O corpo já estava separado da alma, estava cansado de sua decadência. Estava preso: as vezes um revolucionário num corpo idoso, outras um covarde um covarde submisso. Suas metas tão certeiras eram apenas uma carcaça contra sua imprevisibilidade. Queria jogar tudo para o alto, voltar-se para as águas escuras, arrancar as roupas ordinárias de seu corpo magro e pular de cabeça naquela lagoa feita de revolução.




Está começando a série Contos Incacabados, feita por mim e ele. Cada um conta uma parte. Vamos ver aonde vai dar.



Sábado, Dezembro 17, 2005


E esse ano eu nem montei a árvore de natal. Não me preucupei com isso. Não tive problemas relacionados á pisca-piscas que não piscam e gatos infiltrados no pinheiro de plástico. Não fui com minha mãe na Paola Bambine comprar meu vestido e minha meia calça. Não briguei para botar a árvore no consultório, e não na copa. Não escrevi cartinha para o Papai Noel, portanto não pude selá-la com um adesivo barato. Não tive que tomar cuidado com o presépio de louça. Não fui na casa de minha tia fazer uma peça com meus primos. Não pude brincar com os horrorosos pom-pons externos. E nem lembrei do velho Papai Noel de plástico, que em tempos antigos ficava pendurado na porta.

Será que eu cresci, e nem percebi?



Sexta-feira, Dezembro 16, 2005


então né.
férias, sabe, acordando depois do almoço e dormindo depois da madrugada.
fazendo nada o dia inteiro, engordando e comendo, e comendo mais ainda.
ficando de cabelo sujo e despenteado, tomando banho e botando o pijama denovo.
ficar andando de meia pela casa, arrastando um cobertor velho consigo, indo da cozinha para o quarto, do quarto para o computador, do computador para a cama e da cama para o computador.
lendo e relendo os melhores e os piores livros, ler sem realmente entender o que está lendo, ler apenas pelo prazer de ler.
não conseguir dormir por não ter que conseguir acordar no dia seguinte, ficar a noite inteira se revirando na cama, assistir o sol nascer.


é isso minhas férias.






e me recuso a explicar a pseudo-morte do meu blog.



Quarta-feira, Dezembro 14, 2005


...por que?



Segunda-feira, Dezembro 12, 2005


...só quando você acorda as quinze para astrês é que você entra realmente de férias.




ps: meu seridor está com problemas e todos os blogs do blogger não estão abrindo. para abrir o meu, eu preciso logar no blogger , entrar no meu blog e clicar em visualizar. alguem mais está com esse problema?



Sexta-feira, Dezembro 09, 2005


"oi
vc tah apaixonada??
Cindy | Homepage | 12.08.05 - 7:09 pm | #
"



Quando eu vi esse comentário, eu ri muito. Apaixonada, eu? Por quem, santo deus? Pelo meu amigo com namorada? Por aquele menino que eu amei mais do que tudo, que me esnoba? Pelo ex-namorado que não tem nada a ver? Pelo meu visinho? Pelo menino que eu não vou ver nunca mais? Os garotos que me cercam são problemáticos, são pessoas que não tem a mínima hipótese de eu me enamorar. São casos passados da minha vida, que não se curaram totalmente, mas já foram, são apenas lembranças agradáveis ou não no fundo da minha cabeça.

Ai eu vi que pode ser que ela tenha rasão. Minhas pequenas obsessões podem ser paixões disfarçadas.

Então eu descobri:eu estou sim apaixonada. Por fragmentos.

A cada conto de amor, eu penso em uma pessoa diferente. E, no final, construo meu Frankstéin amoroso, perfeito, o garoto por quem eu me apaixonei e que eu fico pensando nas noites insônes. O garoto que é culpado pelas minhas decepções, e o qual ao lado dele eu passei os dias mais felizes da minha vida.

Os leitores mais antigos vão se lembrar. Eu falava muito dele. O nome é Ele . Assim, em maiuscula e em negrito, é Ele quem eu amo.





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voltei com o lay da honey, por que ele ficou perfeito demais para mim usar tão pouco tempo.
mas a culpa não é minha se eu sou trocadora obsesiva compulsiva de lays.



Quinta-feira, Dezembro 08, 2005


Não era exatamente como se ela não consiguisse dormir. Sabia que se deitasse, mais cedo ou mais trde o soni viria. O problema eram as imagens que sua mente iria fornecer se ousasse fechar os olhos. Não suportaria encarar aqueles olhos novamente, não queria lembra dele denovo.

Foi até a janela, acendendo um cigarro barato, Quando isso acontecera? QUando aquela brincadeira inocente havia se transformado em obsessão? Mal podia se lembrar do tempo em que ele era apenas um passatempo, um joguinho para fugir darealidade estúpida em que ela se smetera. Mas, de repente, ele se tornar o centro do Universo. Tudo o que pensava, todo o que via, tudo o que sentia lhe lembrava ele. Abafou o choro. Ele não suspeitava que era tão importante. Ele ainda brincava de esconde-esconde como no início, quando eram apenas amantes. Por que não se declarava? A resposta era óbvia:. Tinha medo. Medo que, com isso, ele parasse até de brincar. Medo de asustá-lo.


Com uma última baforada, jogou o cigarro fora, observando-o enquando caia na rua suja. E então pulou.



Eu sei que os fragmentos de históira já estão se tornando chatos. Eu pretendo juntá-los e formar uma história plausivel, mas parece impossivel. E como eu estou de férias e nada acontece na minha vida, a única coisa que eu posso postar são contos sem nexo. Sorry....



Segunda-feira, Dezembro 05, 2005


Abraçou o ursinho com força, sem se preucupar com o que acharia a garota parada a janela. Estava com medo, com muito medo. Tudo havia acontecido tão rápido, tão derrepente, que ela ainda estava com dificuldades de entender aonde estava e por que aquela garota de azul na janela sorria daquele jeito estúpido para ela. Sua cabeça girava, latejando com força. Queria gritar, mas temia que aquela coisa a atacasse. Segurou o choro. Aonde estava Rien? Ele saberia o que fazer. Ele chegaria. Sim ele chegaria e ensinaria aquela garota pálida a nunca mais rir dela assim.

-Ele não vai vir - disse a garota de azul, num tom divertido - Você sabe que não. Ele está...
-PARE!
-Não adianta gritar Liessa. Ele está morto, e não gritando comigo que você vai fazê-lo voltar. Acalme-se. Já foi.

Liessa soluçou baixinho. A realidade lhe socou a cara, com a força de vinte elefantes. Rien morrera, e a culpada era ela, somente ela. Ela e a garota de azul.

-Qual é seu nome?
-Do que te importa? Você não vai mais me ver. Alías, todos já acham isso, por que não me veêm. Para todos os efeitos, você está conversando com o nada. Gritando para o nada que alguém que está morto a trinta anos acabou de morrer. Você está louca, Liessa, e não há mais nenhum Rien para lhe protejer.



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hum, milady fez fotolog.

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Sexta-feira, Dezembro 02, 2005


Último dia de aula normalmente é sinônimo de explosões de alegria e de choro, pelo ano que passou e pelas pessoas que mudarão de escola, pelas amizades novas e pelas saudades nas férias. Todo ano é assim. Ano passado, eu chorei mais do que o normal, por que dois dos meus melhores amigos iriram mudar de escola. Eu chorei o dia inteiro, dormi chorando. Sem brincadeira. Foi o dia mais triste da minha vida.

Então por que será que esse ano, que 50% dos alunos tem chance de repetir e eu perdi 80% das velhas amizades eu só derramei uma lágrimazinha, e foi quando eu ouvi 'wake me up', musica que me lembra a viajem de estudo de meio? Por que quando o último sinal bateu, ninguém gritou de alegria? Por que não havia clima de festa e comemoração na escola, e sim um bando de professores velhos e cansados brigando com quem gritasse? Por que só disse 'eu amo minha classe' uma vez? Normalmente eu passo o dia soluçando isso, abraçando todo mundo, da minha melhor amiga ao assistente de pátio, passando pelo cantineiro e a coordenadora.



Voltei para casa sem me despedir especialmente de ninguém. Por que eu deveria? Segunda tem aula.





Me diz que é verdade. Me diz que foi tudo um engano; hoje não foi o último dia de aula.









conclusão do dia

milady já era autista. imagina agora que ganhou um ipod.








E ah, eu convido a todos a votarem e comparecerem na cerimônia de entrega de prêmios do BP. Já comprei meu longo, fiz as unhas e hidratei o cabelo, e estou com hora marcada na depilação. Vou ficar bem linda e chique.

Torçam por mim.
ai, como eu to metida.



Terça-feira, Novembro 29, 2005


Ele foi com ela pegar as malas, num silêncio perturbador. Nunca antes faltou-lhes assunto, mas agora as palavras fugiam como os raios do sol poente. Andavam lado a lado, olhando pro chão.

Sentaram-se na beira da piscina. As nuvens provocadoras formavam corações que eram logo desfeitos pelo vento. É. A paixão deles durara pouco. Sabiam que nada os juntaria denovo quando voltassem para suas respectivas casas, por mais que dissesem que nunca iriam esquecer. Realmente, esquecer não iriam, mas juntos, não. Uma pontada de dor arrasou o pequeno coração da menina. A sabedoria de que nunca mais teria um momento de felicidade pura como aquela que sentira na colina, ao pôr do sol, a enchia de culpa.

Então ele falou.

-Chegou a hora

-Nós vamos nos falar, não vamos?
-Sim, claro.
-Nunca vou te esquecer.
-Nem eu

Claro que era mentira. Os dois sabiam disso, mas fingiam que não. Não queriam pensar que nunca mais se olhariam denovo, nunca mais iriam rir juntos sob uma árvore, nunca mais iriam olhar o pôr do sol juntos. Ainda eram jovens, não queriam acreditar que o "para sempre" sempre acaba.


Com o último raio, veio o chamado. Um carro vermelho, buzinando fraquinho. Abraçaram-se cautelosamente e sorriram um para o outro, um sorriso triste e amargo, um sorriso de despedida. Soltaram as mãos relutantemente, um dedo por vez, um milimetro por segundo. Então ela se foi.


Ele sentiu então uma coisa incomodando-o. Tirou um pedaço de guardanapo amassado do bolso. Alí, numa caligrafia apressada e tímida, estava escrito:

"eu queria ao menos ter te beijado uma vez. te amo.
ps: eu ando vendo filmes românticos demais, não é?"


Ele olhou para ela. Indo embora rápido, quase correndo, para esconder as lágrimas. Lançou um último olhar a ele, ao garoto que ela havia amado por aqueles quatro dias, aquela eternidade, o garoto que ela nunca beijara, mas mesmo assim se apaixonara.


E então eles sorriram.




Fim. Ok, já estava cansando essa história boba de amor.

O ruim é que ela aconteceu de verdade. Claro, aumentada e aperfeiçoada pela minha mente fértil, mas mesmo assim aconteceu. Há muito tempo.


E sabe o que mais? Ontem, adivinha quem aparece on, depois de quatro meses?


Ele. O garoto do conto.







ps: lay novo, de novo. dessa vez feito por ela, a honey mais honey do mundo. [piadista eu, não?]
prometo que susego com esse pelo menos uma semana. rs.



Domingo, Novembro 27, 2005


O fim. Chegou cedo demais, rápido demais. Apesar de continuamente avisado, gritado e majestosamente ignorado. Sim, eles sabiam que aquele dia chegaria.Mas era uma coisa distante demais para realmente incomodar. Falando assim até parece que passaram uma vida inteira juntos. Mal você imagina que foi apenas um mero feriado.
Quatro dias. Durante quatro dias eles viveram felizes, sem se preucupar com o amanhã. Por que o amanhã viria, e seria igual ao ontem. Não importava se morassem em bairros, zonas ou cidades diferentes. A única coisa que importava era que ela estava no quarto 611 e ele no 701, e que eles iriam se ver no café da manhã do dia seguinte, como nos últimos quatro dias. Como fora a vida inteira.

Mas não hoje. Sentaram-se na grama, de mãos dadas, olhando o céu. O pôr do sol estava lá, laranja, como em todos os outros dias daquela primavera. O último pôr do sol de mãos dadas naquela colina. Incrivelmente, eles não pensavam nisso. Eram jovens, ainda aprendendo a ganhar, a perder, a amar. Ainda acreditavam que tudo era para sempre.

Se despediram normalmente, e cada um foi para seu quarto. Ela sentou-se na cama, ainda exitada com a adrenalina do dia, as corridas, a piscina, o pôr do sol. Ligou casualmente a televisão.

E lá estava, a data maldita. Sim, era segunda-feira. Amanhã tudo estaria acabado. Abaixou os olhos. Foram os melhores dias de sua curta vida, mesmo que incompletos. Pensou em avisá-lo. Mas não; por que pensar nisso? Teriam que aproveitar até o último momento, sem saber exatamente qual seria este. Amanhã, o sol estaria se pondo na mesma colina, incendiando a floresta. Tudo estaria em seu perfeito lugar.


Mas eles não estariam lá.




E sabe de uma coisa? Eu fui indicada para o Prêmio BP, na categoria "melhor post romântico". O engraçado é que eu não me acho nem um pouco romântica. Sim, escrevi esta série de contos e tal, mas estou solteira e não amo ninguem, diferentemente das outras duas concorrentes, que são apaixonadas e comprometidas, com posts perfeitos e mágicos sobre o amor. Ei, eu não fui irônica. Elas escrevem bem pra caramba, por que tem experiencia nisso, estão vivendo agora um amor. E eu não.


mas que droga.
enfim, se você achar que eu mereço, passa e vota em mim.
o post que está participando eu acho que é o do dia 24/11/05
ou pelo menos é o que eu acho que foi o melhor.
enfim, leiam e votem.
se quiserem. se quiserem. se eu merecer.



Quinta-feira, Novembro 24, 2005


O sol estava quente, mas não queimava. Penetrava na pele, como se fosse absorvido por cada poro do pequeno corpo da garota. Seus sentidos estavam aguçados ao máximo: sentia cada folha da grama, ouvia cada suspiro, cada movimento do garoto ao seu lado. O sol parecia mais brilhante, as nuvens pareciam mover-se pelo céu como algodão doce no ar perfumado e quente, cada folha de grama reluzia com luz própria, luz que parecia brilhar também dela. Se conheciam a poucas horas, mas parecia que era mais que uma eternidade. Parecia que há muito tempo eles haviam se deitado assim, na grama molhada e desconfortável, sem se preucupar com nada, apenas felizes em olharem-se mutuamente. Apenas deitados na grama, sem se tocar, um ao lado do outro. A felicidade era extrema e única. Pura. Nunca descobririam quanto tempo haviam ficado alí. Poderiam ser horas, ou apenas alguns minutos. Era como se fizessem parte da paisagem, como se fossem eternos,como se experimentassem e recordasem, ao mesmo tempo, que estiveram naquele lugar.

Não falaram nada, com medo de estragar a aura mágica do momento. Na verdade, mal se mexiam. Ele respirava profundamente, sentindo o cheiro dela. Guardando cada detalhe de seu rosto, seu nariz arrebitado, os olhos fechados, suas sardas, seu cabelo cacheado. Todos os defeitos viraram qualidades, e ela era uma Deusa. Emanava poder, brilho e beleza, sem saber disso. Quando abriu os olhos e o olhou, ele sentiu medo, muito medo. Ela era mais nova, mas era mais sábia do que o Universo. Ela era a Deusa, e ele era apenas um mortal, sua vítima.

Então ela sorriu e todo o medo passou. Voltaram a ser apenas adolescentes, rindo felizes. Ela guardava cada detalhe do sorriso torto, dos lábios grossos e dos olhos penetrantes dele. Por que sabia que nunca mais os olharia assim.



[edit]


novo lay, desta vez novo de verdade. eu gostei muito dele. quando eu vi essa foto, eu pensei 'isso VAI ser um lay'. e foi. [não diga]
talvez ele não dure muito, por que ela e elas fizeram um lay cada uma pra mim. por sinal, dois lays perfeitos. então, vamos ver como eu vou fazer.

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Quarta-feira, Novembro 23, 2005


Ia ser mais um daqueles fim de semanas chatos naquele hotel fazenda. Os recreadores gritando e cantando, sua irmazinha cheia de amiguinhas e Andressa e suas pulseiras de espinhos perdidas no meio das conversas sobre Nike Shoks e Linkin Park. Como odiava quando seu pai a levava para esse lugar! Quando era mais nova, adorava, mas agora ela não se encaixava naquele grupinho leggin-nike-ipod-disney. Sabe, quando você é pequena não tem essa de tribo, todos são iguais, só querem brincar e ir na piscina. Mas agora as garotas não iam com medo de estragar a chapinha.

E tudo ocorreu exatamente como o planejado. Na roda de pôquer, todos conversando e rindo, e só ela quieta. Acontece que acima de tudo, Andressa era muito timida, passando assim a imagem de garota riquinha metida a metaleira rebelde anti-social.

Somente Marina de atreveu a falar com ela. Gostava de Avril Lavigne e Simple Plan, mas era um pouco menos alienada do que o resto das meninas do lugar. E Andressa se grudou a ela como quem se gruda à uma corda jogada no penhasco, quando se está prestes a cair. Jogaram vôlei, foram na piscina e comeram pipoca.

E a conversa foi para música. Marina diz que gosta de AL, LP, SP, CPM, e mais um monte de siglas incompreendiveis. Timidamente, Andressa diz que gosta de metal melódico mas ouvia também aqueles pop rocks de merda.

"-VOCÊ GOSTA DE METAL?!"

Assustada, ela olha para o garoto que a interrompeu. Alto, mas mesmo assim consiguia se fazer de invisivel, vestido de preto da cabeça aos pés. A olhava como quem olha uma corda jogada no penhasco, quando se está prestes a cair. Não era lindo, mas tinha um jeito especial.

-Sim, eu gosto. Por quê?
-Eu AMO metal! Eu nunca achei que eu ia encontrar aqui alguem que também gostasse.
-Andressa, esse é meu irmão, Rafael.-disse Marina, contrariada.

Marina ficou totalmente esquecida e ignorada. Os dois sairam andando, discutindo sobre bandas e cantores. Sobre política e all star. Sobre o tempo e computador. E descobriram que tinham mais em comum do que imaginávam naquele primeiro encontro.




quem quiser ler a continuação levante a mão.
acabaram meus quinze minutos de fama.



Segunda-feira, Novembro 21, 2005


eu não conheço ela. ela não sabe que eu existo. mas olha o profile dela:



"Eu nasci má. Meu pai biológico é um cara mau, então mamãe simplesmente pensou, "Ooh, ela tem aquela semente de maldade no sangue nela". No coração, em casa e com namorados, sou uma boa menina - mas não conte a ninguém.
Quando você é uma garota má, as pessoas se espantam com você. Você não é assaltada ou estuprada porque você não tem nenhuma energia de vítima (tenho certeza que isso aconteceu, só não tão freqüentemente). É ruim se você é famosa, entretanto, porque os garotos querem te foder, mas você então vêem que é uma garota normal e eles dizem "Oooh", porque eles pensaram que você fosse espancá-los. Duh, cuzão.

Quando você é uma garota má, todo mundo faz o que você quer. Você tem espaço para crescer. Garotas más são mais simpáticas que boas meninas e são melhores que as outras garotas, na maioria das vezes, a menos que as outras garotas sejam atraentes e que queiram um pouquinho de tempero de bad girl no corpo como se fosse perfume. Garotas más também são mais espirituosas e menos propensas ao vício em drogas, ou, se elas o têm, quando o deixam, deixam mesmo.
Bad girls reconhecem gênios antes que as boas meninas o façam. Elas pegam os caras quentes primeiro porque não estão procurando por aquela bela estampa de aprovação popular. Em Amadeus, Soliari diz que Mozart é feio; a soprano (uma grande bad girl) replica, "Uma mulher de bom gosto só pensa em gênios". Bad girls adoram carne com um astronômico QI. A maioria das bad girls não são tão libidinosas como boas meninas. Sexo é intriga, não aparência.
Garotas más amam como leoas e matam aqueles que se metem com seu filhote. Boas meninas roubam os namorados das garotas más, sim. Garotas más fodem os seus namorados, sim, mas nós nos sentimos meio putas por causa disso, mais ou menos.
Você está lá para cuidar do cachorro, fazer o churrasco. Estamos lá para voar para Nova Iorque ou Los Angeles ou Paris e nos trancar em um hotel quatro estrelas por três dias enquanto nosso namorado e nós fazemos coisas que vocês nunca saberão e eles nunca ousaram com vocês. Nos sentimos um pouco culpadas.
Garotas más são "feministas", nós gostamos do nosso batom Nars escuro e nossas calcinhas LaPerla, mas odiamos sexismo, mesmo se fodemos nossos maridos/namorados. Nós entendemos os homens, nós os amamos, nós garotas más, hetero ou bi.
Não somos garotas psicóticas; essas são perversas e têm sua própria classe. Elas são normalmente consideradas boas meninas pela comunidade (Ex.: Mary Lou Lord com sua voz fina e estridente. Como ela seria capaz de arrancar a cabeça de um gatinho e colocá-la no portão da frente de sua casa com uma seringa espetada no olho? Não, não aquela boa menina!).
Nós Bad girls ficamos obcecadas se você termina conosco de maneira inadequada, mas ao invés de recorrer às táticas das boas evil girls fazemos coisas como: fazer sua banda abrir para a nossa um dia, ficar com uma guitarra sua de vingança, fazer piadas geniais e ser geniais como minha bad girl favorita de Nova Iorque, Dame Darcy, deusa suprema.
Darby do Ben is Dead é uma bad girl. Ela ri de mim mas bad girls fazem isso umas às outras, infelizmente. Não deveríamos todas estar debochando da Juliana ou algo assim?
Cristina Martinez do Boss Hogg é uma bad girl. Ela tem um jeito porto-riquenho de bad girl. Cara, você nunca vai querer brigar com ela. Vejam, as bad girls ficam putas, como eu ou Cristina ou Inger Lorre - ela é uma estrela natural e a mais bad girl de todas nós. Nós não podemos cruzar a fronteira entre bad girl e evil girl, deixe isso para... pra quê citar nomes.
Alanis Morrisette ganhou um monte de Grammys e foi ao Grammy. Nenhuma bad girl iria ao Grammy. Não chute uma bad girl porque um dia você terá que voltar e rastejar por alguma coisa; cuidado, o inferno masculino não têm tanta fúria como uma bad girl chutada. As bad girls conseguem lidar com um pouco de infidelidade; boas meninas te deixarão na mesma hora.
O resto é problema meu e não do New York Post!



É tipo perfeito.
Além do que, não sei por que eu me identifiquei.



[ediiit]

lay novo, por que eu não suportava mais aquele. é um lay que eu ja tinha feito, para o meu antigo blog. revivi ele e tal, mas vai ser provisório, por que em breve ela vai me fazer um lay novinho em folha.


[/edit]


E sábado foi festa de quarenta anos do meu tio. Eu não fui, mas minha mãe foi. Algum stress acima de qual roupa usar, e lá vai. Tudo ocorre bem, apesar de algumas reclamações de dores. Festa, dança, bebida e diversão.


aí hoje de manhã eu acordo com a notícia que ela passou mal e foi para o hopital.
aí, um pouco mais tarde, eu descubro que ela tá na UTI.
só então eu descubro que ela teve um infarte.
e apenas váárias horas depois eu descubro que ela teve que operar.


ok, aí vem o velho papo de que é para não me deixar preucupada e tal. Mas sabe, se te falam que não é nada de mais, e a melhor amiga da tua mãe liga chorando dizendo que se precisar de alguma coisa pode ligar para ela, e seu pai sai de perto de você para explicar para os outros o que aconteceu, bom, alguma coisa está errada. E isso me deixa realmente muito puta. Estão fazendo denovo. Estão subestimando minha inteligência. Realmente acham que eu não vou perceber todo mundo nervoso e o extraordinário volume de ligações e visitas de família a minha casa. Afinal, está tudo bem. Mas sabe, NÃO está. Ela está na UTI. Ela tem de 4 a 8% de chances de morrer. Ela não pode receber visitas por que está dopada demais. Então, não me venham dizer que ela está bem e que tudo ficará certo. Por que não vai ficar.



Sábado, Novembro 19, 2005


Quando eu estava na primeira série, o evento máximo da escola era a Mostra de Dança. Eu, como caloura, não podia participar, mas todos os alunos de 2ª série ao 3º colegial dançavam. E era o MÁXIMO.

E a partir daí, todo ano eu dançava. E sempre na coreografia mais pop da classe, a que gerava mais polêmica e a que todo mundo queria entrar. Detalhe que eu era gorda que nem um butijão, e achava que estava realmente arrasando naquele shorts leggin de bolinhas.

Todo ano o grupo variava. Mas sempre se formava assim: Milady, Bá e Marina iam chamando quem elas bem entendessem, tradicionalmente as respectivas segundas-melhores-amigas. Aí entravam mais duas que reclamavam demais. Ficavamos ensaiando todos os recreios, ininterruptamente. Tudo sempre dava quase certo. Afinal, o que você espera de sete garotas de nove anos dançando Skank?

E ano após ano era assim.

Era.


2005. Final de ano chega, mostra cultural chega, terceiro trimestre e tal. E a Mostra? Nem um rumor. E aí que, duas semanas antes da data, nos avisam. O QUE? DUAS SEMANAS? É. Montem e ensaiem uma coreografia em duas semanas.

Tá né. E lá vai milady e bá montar a coreografia.

Treze garotas, vestidas de dançarinas de can can, com plumas e botas de salto, apresentando-se na Mostra de Dança.


Mostra? O evento de hoje parecia teatro de familia. Sabe quando todos os primos se reúnem e, com a ajuda de uma tia legal, montam um Show de Talentos? Todos os presentem são pais, que estão alí po livre e espontânea pressão.

Foram dezoito danças, ao total. Quando eu estava na terceira série, foram trinta e nove.




Como tudo mudou.
E não só o fato de ter diminuido drasticamente o numero de participantes e a platéia.
O fato da da marina não ter dançado sigficou muito mais do que vocês imaginam.










ps: como se escreve ininterruptamente?



Quinta-feira, Novembro 17, 2005


milady agora é pop

E aí eu não entendi nada quando o denilson falou "beijos e parabéns pelo B.O.N!!!"
E aí depois vem o elton e diz: "parabéns pela indicação".
E aí eu acho que o mundo pirou.
E aí eu faço cara de tacho.
E aí eu abro a página do blogger, para postar. E vejo lá: "blogs of note"
E aí o Tico e o teco resolvem funcionar. Blogs of Note. B.O.N.
E aí eu fico com cara de tacho.
E aí eu fico dura na cadeira.
E aí eu começo a rir feito boba.
E aí eu conto isso pra todo mundo que tá on no meu msn.
E aí todo mundo pergunta "o que é isso?!"
E voltamos a cara de tacho.


E aí a milady começa a dar uma de pop star e falar de bloqueio criativo e tal.
E aí vocês falam "puxa, ela não merece o B.O.N"
E aí eu digo que não mereço mesmo.
E aí eu digo também que não falarei minha idade. sou má e cruel.
E aí eu começo a sonhar e penso que virarei uma lenda da internet.
E aí eu acordo pra vida.
Ou não.

AI, essa vida de atriz me cansa.



Quarta-feira, Novembro 16, 2005


Já não era mais para mim sentir ciumes dele. Há muito tempo que nossa história juntos acabou.

Mas mesmo assim, quando eu vi aquele "commited" no orkut, senti uma pontada. Uma vontade de rir; como ele estaria namorando? Não combina com a personalidade da criança, ele é um bicho selvagem, que não sobrevive em cativeiro. Mas ao entrar no profile da "/**AniNhAah**", o sorriso foi morrendo. Foi sumindo de vagar, deixando o espaço que ocupava vazio. É, aquele maldito vasio na barriga, que eu não sentia há meses. Voltou. Nada mais de sorrisos; vontade de chorar. Na verdade, eu chorei e ri ao mesmo tempo. Era simplesmente impossivel de acreditar. Ele, namorando com outra?! Impossivel.

Mas aí um neurônio chato e racional, bem estraga prazeres, grita: "ACORDA! ELE NÃO TE AMA MAIS! E VOCÊ TAMBÉM NÃO AMA MAIS ELE, NÃO É VERDADE? POR QUE VOCÊ ESTÁ COM ESSA CARA? POR QUE VOCÊ ESTÁ CHORANDO? POR QUE VOCÊ ESTÁ PICOTANDO ESSA FOTO? VOCÊ NÃO O AMA MAIS, JÁ FAZ UM LONGO TEMPO, ENTÃO, QUER PARAR DE ESFREGAR OS OLHOS? ELE ESTÁ COM OUTRA, MAS VOCÊ TAMBÉM ESTÁ, NÃO ESTÁ? VOCÊ FICOU COU VÁRIOS OUTROS, E JUROU PARA SI MESMA QUE ODIARIA ELE PARA O RESTO DE SUA VIDA. ENTÃO POR QUE VOCÊ AINDA ESTÁ FUNGANDO? POR QUE VOCÊ ESTÁ RINDO? POR QUE ESTÁ CHORANDO?"

Eu? Chorando? Magina, é só um cisco no meu olho.

O que? Ciumes? EU? Não!!!!


Demora até o meu cérebro entender o que era aquele vazio. Ele solta uns bips, espalha a poeira dos arquivos velhos, pouco usados. "O rótulo deve está aqui, em algum lugar", diz um neurônio com cara de bibliotecário. Então aquele amigo que você estava usando de cobaia para falar mal da fulaninha diz:

"Só para te avisar: você está com ciumes."

Assim. Nestas palavras. O neurônio diz: "EURECA!". E é nessa hora que você se sente estúpida, e pensa puta merda, como é que eu não percebi antes?

Na verdade, eu sabia, mas não queria admitir. Eu penso nele o mínimo possivel, para não lembrar de quanto ele foi estúpido, para poder guardar uma lembrança boa de nosso pseudo-relacionamento. E também para não correr o risco de haver uma recaída, como das outras vezes. Que droga, eu achei que tinha o esquecido para sempre, que ele era apenas uma memória semi-agradável no porão do meu cérebro, que eu nunca mais iria ficar fuçando scraps antigos e tentando descobrir a senha do email dele, só para descobrir quem-é-quem na vida da fulana. Eu realmente achava que nunca mais iria sentir ciumes dele. Mas tem sempre aquela sementinha estúpida guardada o fundo do coração, esperando apenas um scrap da **AniNhAah** para germinar.





sobre a idade: uma pessoa acertou, mas eu não vou falar quem.



Terça-feira, Novembro 15, 2005


qual é a minha idade?



Terça-feira, Novembro 08, 2005


É, o fim de ano está chegando. Os livros já estão rabiscados, sem capa, os cadernos estão finos e o lado esquerdo da agenda está mais grosso que o direito. Começam as apresentações do fim de ano e surgem rumores sobre quem vai repetir de ano e quem vai mudar de escola. E, finalmente, natal.

Não, seu relógio não ficou louco. Estamos mesmo no inicio de novembro, mas mesmo assim os shoppings já estão decorados. Daqui a pouco começarão as propagandas com velinhos sorridentes vestidos de vermelho, ou de azul, no caso da Marabráz.. E as Casas Bahia já anunciam: "pague depois do Natal!!"

Eu acho que tenho algum problema, por que eles não conseguem me convencer a escolher minha roupa para a ceia. Quando eu era menor, o Natal começava lá para dia quinze de dezembro, quando começavam a me perguntar o que eu queria ganhar, quando chegava a hora de eu ditar a cartinha para minha mãe escrever e botar na meia.

Mas não. Agora ainda é outubro e o Villa Lobos já está decorado com aquelas ridículas faixas de camurça e aquele Papai Noel pedófilo, com suas ajudantes gostosas. A cada ano ele chega mais cedo.

Não que eu não goste de Natal, pelo contrário. Mas eu acho que essa antecipação tira a magia. Sabe, era mágico esperar o dia de montar a árvore de plástico e ir comprar a roupa nova para a ceia. Agora não tem mais isso, por que não precisa-se mais da árvore em casa e a roupa da ceia, você pode aproveitar a do ano passado.

Não sei se foi por que eu cresci, mas eu acho que o Espirito Natalino se foi. A magia se foi. Tudo agora se resume a uma mera data comercial. Não que não fosse, mas antes tinha ainda a fantasia. Agora é capitalismo em estado bruto.


Feliz natal para vocês.



Domingo, Novembro 06, 2005


As veses eu desejo ser estudante para sempre. Ter que me preucupar só com aquele trabalho chato, com aquela professora bruxa, com os R$2,00 que devo para o cantineiro.

Eu tenho medo até de ir para o colegial, e tudo mudar. De qualquer jeito vai mudar, pois todos os meus companheiros de classe, amigos, inimigos, não serão mais os mesmos. Nada mais vai ser o mesmo. Aquela garota certinha vai virar uma maconheira e o Sr Engraçado vai ser o cdf da classe. E aquela menina que você jurou que não ia nunca esquecer e que iria ser tua amiga para sempre, bom, você vai ler as cartas dela e se perguntar "de onde eu conheco ela, mesmo?".

E isso só indo para o colegial, na mesma escola. Imagine se eu mudar de escola, como é provavel que aconteca? Tudo novo, ninguem conhecido, ninguem para quem contar as histórias das férias de verão, para brincar na classe. São só estranhos querendo saber por que eu mudei de escola, prontos para me julgar.

E eu acho que não me darei bem em nenhuma escola. Por que o meu colégio é tão... ele. Os outros colégios de classe média que eu conheço só tem um bando de patys filhas da puta. Aí chego eu com meu all star pintado de roxo e meu cabelo cacheado pintado de vermelho. Não daria certo. No meu colégio, tem meio que de tudo, e todos se conhecem, e sabem que você não é só teu tênis ou teu cabelo, sabem que, acima de tudo, você é um Oswaldiano, com O maiúsculo.

Ao mesmo tempo, como eu odeio minha escola, com todas as falsidades dela. Na verdade, eu odeio só a minha série. Parece que não é uma classe do Oswaldiana, parece ser, sei lá, quarquer coisa menos isso. Todos são preconceituosos em todos os sentidos. E eu tenho 2 ou 3 amigas. e diminuindo. As pessoas de uma série acima são muito mais legais. Mas eu vou sempre ser a garotinha da serie abaixo para eles, e eles nunca vão poder ser meus colegas de trabalho e de zueira em classe.

Eu nao sei, eu ando me sentindo deslocada, e temo que mudando de escola isso fique pior. E mudar para a faculdade, morar sozinho, é muito distante ainda para mim. Parece ainda um sonho, como ter filhos: vai acontecer, mas ainda está bem lonje. Eu ainda acho que vou ter minha idade para sempre, que nao vou crescer e não vou ficr velha de cabelos brancos.


É, eu vou ser estudante para sempre.



Terça-feira, Novembro 01, 2005


E amanhã é feriado. Vou passar o dia inteiro de moleton furado e cabelo despenteado. Por que é isso que se faz em dias cinzentos e chuvosos, como todos desta semana. Por que eu já estou de saco cheio de ter que parecer bonita e arrumada as sete e meia da manhã. Ah, meu, eu acordo baranga, como todo mundo normal. Meu cabelo fica em ângulos engraçados e meu olho fica pequeno. E a porra da escola ainda quer que eu esteja apresentável e consiente as sete e meia. Bom, pesquisas dizem que os adolescentes tem menor capacidade de concentração durante o período da manhã. E mesmo assim, quase todas as escolas escolhem as criaturas de 5ª ao 3º para estudar nesse periodo. E ainda querem que prestemos atenção aos professores estúpidos que já parecem ter se conformado com a repetência de certos alunos, e não fazem nada para os ajudar. A frase do mês é: "você sabe sua situação, não adianta eu fazer nada. Depois a nós vemos no conselho de classe." Ninguém sabe que essa porra de conselho de classe é decidido pelo método do "uni-duni-tê" ou do "quem paga mais". Por que é assim que essa porra de mundo funciona. E eu não quero dar uma de adolescente-revoltada-com-o-sistema, porque eu não sou. Me dei muito bem na pirâmide capitalista, e não vejo porquê abrir mão dos meus bens materiais. Droga, eu ainda não atingi o nirvana zen e me despreeendi dos meus bens materiais. Sou pegada demais a eles. Todo mundo é. Droga! Eu odeio essa merda de censo-comum. Se todos acham, é certo. Se todos dizem, é verdade. Parece que o livre-arbítrio é só uma passagem daa Biblia. Quer dizer, não sei nem se a Biblia faz referências a ele. Eu não sei nada de religiao. Por isso sou atéia. Quer dizer, eu sou atéia por que não sei merda nenhuma das vantaens de ter fé. Mas sei que o fanatismo pela Igreja Universal leva à falencia. Então sou atéia. As veses eu desejo ter alguma força superior para culpar. Do tipo, "culpa sua, você que fez o mundo conspirar contra mim, você que fez eu fazer besteira, você que fez todos me odiarem". Mas infelizmente, eu sei que não há ninguem. Não acredito em destino, eu acho. Droga, eu estou virando cética. Talvez já seja. Mas afinal, o que são os céticos? Eu tenho poucas informações sobre tudo, e já acho que posso falar sobre. Eu sou apenas uma ignorante, nesse mundo de ignorantes. Nesse mundo imoral. Num mundo fantástico. Ai, que merda, meu mundo cor-de-rosa desbotou. O dono do Mc descobriu o caminho e agora ele está cheio de turistas sujando o chão e poluindo o rio. E construir outro mundo vai ser dificil, agora já conhecem todos meus truques. As veses eu acho que eu sou louca. As veses eu acho que sou completamente normal, só tento parecer louca para dar mais cor a minha vida. Por que se ser normal é assim, não tem graça viver. Todos falam do suicidio como uma solução. Mas nós não sabemos o que acontece depois. E se for pior? E se a morte for só o começo. Eu não quero falar disso, é deprimente, e só me confunde. Por que minhas ideologias e convicções são furadas. Não acredito em destino mas leio horóscopo. Não acredito em deus, mas quero virar um anjo. Mas afinal, não somos todos assim, quando se tratam de assuntos filosóficos? Droga, eu estou fazendo de novo, isso me confunde. Tipo que nem quando eu olho no espelho e fico olhando, e olhando. Uma hora eu não sei mais quem está olhando e quem está sendo olhado, e de quem é a voz que fica perguntando quem é quem. É como se eu tivesse vários níveis de conciencia, todos brigando entre si, discutindo para ver quem vai comandar aquele corpo. E eu só olhando de cima. Mas eu não sou parte daquelas conciências? Eu não sei. Só o que eu quero é um feriado, um moleton e uma seção da tarde. Amém.



edit%

lay novo.uhull.
sente a ironia



Sábado, Outubro 29, 2005


rélou :B
jah era pra mim ter postado aqui antes, mas como eu sô lesada e não tenho todo o tempo q gostaria (esquecida tb), não postei qdo ela me pediu ~: (desculpa)
então agra aqui estou eu, pq como eu tava com preguiça de postar no meu (ó novidade), pedi pra ela posta (foi díficil ter q dar minha senha mas ela prometeu q vai esquecer). mas não adianto nada pq em troca tive q postar aqui (HAHAHAHAHA ;X), mas melhor no dos otros do q no nosso não eh?! (não me interpretem mal, por favor)

então a eh uma goria q apareceu do nada em minha vida (ó q romântico), na verdade eu apareci na delqa oferecendo um layout q ela quase implorava no seu antigo blogue, mas não vô conta a história toda pq ela jah conto no meu. ok. soh qria dizer q ela eh meia estranha (no bom sentido) e louca (tah, eu tb sou essas coisas) e acho q eh por isso q a gente se dah tão bem!! nenhuma estranha a bobagem da outra (isso eh tão lindo *-*) e as coisas fluem (ok, isso jah tah ficando gay demais).

tah, o tião ainda tah em coma. a mazé perdôou o geninho. e a neuta ouviu o junior conversando com a carrie (q metida!) e ele vai confessar q eh GAY (alguém merece isso? ~~~~~~~~~: sorte q eh novela).

hoje eu comi um mc lanche feliz e peguei um sapo (outro) vermelho. comprei uma blusa verde e uma bolsa (e como eu precisava dessa bolsa +_+). e convidei minha irmã pra ir no cinema e vimos a lenda do zorro q eh muito bom por sinal ^^

bom, eu seiq vocês estão doidos pra mim continuar a contar essas coisas (vai sonhando), mas eu tenho q ir. pra finalizar e resumir tudo q eu sinto pela li, uma frase pra ela: PARA DE COPIAR MINHAS PIADAS! se não eu choro ~:

HAHAHAHAHAHAHAHA
:B

paula fernanda.



Sexta-feira, Outubro 28, 2005


Eu nunca achei que fosse fazer um post sobre "falsidade". Achava que era frescura de patty.


Mas infelizmente não é.
Todos aqueles gifs brilhantes e rosas tem rasão: falsidade é a pior coisa do mundo.



Sabe aquela sua amiga de infância?
aquela menina que você conversa na hora da saida?
o seu ex/amigo?


Eles podem estar te chingando pelas costas. Podem não. Pode ter certesa de que eles estão
Todo o dia, quando você vai embora, eles começam a falar mal de sua roupa, de seu cabelo, de sua nova gíria.E eles não se contentarão com isso: ainda passarão a fofoca da vez adiante. Ainda mais; eles confirmarão se alguem, escandalizado, perguntar.



Sabe, eu não sou totalmente verdadeira. Sou falsa algumas veses, admito. Mas, ao ver o nível que essas pessoas chegam, nossa, eu me senti a mais pura e santa das criaturas. Quando eu sou "falsa" é tipo, uma menina chega e diz "txi amuuu, vc é mto especial p/ mimmm nunk vo t esqueceee!!!", eu respondo:"te amo também".

Acontece que a menina, ao mesmo tempo que digita isso, fala para a pessoa na outra janela que eu sou uma putinha.






o oswald é falso.
o oswald é o lugar mais falso do mundo.
não sei por que eu ainda estudo lá.








frase sobre:



..prinzessin diz:
falsidade mata.
b a b i > yo! aaaaaaaaaara.... <->.Isso n eh nada POP..! diz:
não. falsidade mata os outros.





pois é.



Terça-feira, Outubro 25, 2005


[...]e ela se tranca no quarto, para se isolar do mundo. bota no doubt no volume maximo, e canta.[...]


Chegou exausta em casa. Tirou os tenis e botou o som no volume maximo, sem se importar com nada. Deitou-se na cama e pois-se a lembrar. As lembranças a enxarcavam como perfurme que exalava do corpo dele. Doce, sensual, o cheiro do seu amado.[...]



[...]Uma flor roxa, violeta. Constantemente cuidada, regada, sob o melhor ângulo de sol. Paparicada pelas crianças da casa, que a puseram numa redoma. Uma redoma frágil, invisivel, mas resistente ao mesmo tempo. Um dia a flor muchou.


O amor é uma flor roxa que nasce no coração dos trouxas[...]





[..] vingança.
finalmente ela iria se vingar daqueles que a usaram, daqueles que a humilharam.
milimetricamente planejada por sua mente infantil nas longas noites de insônia precoce.
tudo estava perfeito. o sol estava na posição correta. os tordos cantaram. a rosa vermelha havia morrido.

então ela partiu.
[...]








hoje eu não estou nada bem para escrever.




blá.



Quinta-feira, Outubro 20, 2005


E lá vai ela pagar mais um mico.


A maldita da minha escola resolve fazer um simulado do referendo. E a maldita da coordenadora resolve escolher minha série para ser responsável por isso e ir em todas as classes fazer propaganda e exclarecer as dúvidas.

Pois sim.

Lá vou eu e meu grupo, todos serelepes, entrar no 2ºB. Primeiro que para achar a classe foi uma coisa bonita, por que todas as pessoas da escola resolveram quebrar o pé na mesma época, e as salas do térreo viraram um bem precioso. Para vocês terem uma idéia, normalmente minha classe fica no primeiro andar, mas agora está no terceiro por que a sexta série tem que ficar no primeiro sei lá por que. Na verdade, é mais provavel que não tenha motivo, mas tudo bem. Eu não estou aqui para reclamar da falta de organização de minha querida escola.

Tá; Achada a classe (térreo, segunda sala), entramos os quatro para falar. Quer dizer, os quatro é um figura de linguagem, pois a única pessoa que falou foi quem?quem?quem?


Bingo.


Sobrou para mim, é claro. Por que quando eu tenho aquele ideal maldito: 'do it yourself'. Isso mais minha ansiedade natural que faz com que eu fale sem parar. Vocês já devem imaginar. Bom, foi pior.


Como estavam todos olhando para mim, prestando atenção e tal, meu nervosismo dobrou. Todos aqueles olhos malvados, aqueles sorrisos cínicos e uma pessoa alí no fundo morrendo de tédio. Eu estava falando tudo certo, mas me deu algo que parecia que não estava. Então, eu surtei e gritei, batendo o pé no chão que nem uma criancinha mimada:


-Meu, PARÁ com isso!!! Eu to nervosa, meu!!!!


Pois é. Nem preciso dizer que eu fiquei mais vermelha do que ketchup vencido quando todo mundo começou a rir descontroladamente. Fiquei lá, meio que rindo também, por que quando eu pago um mico grande (tipo que nem aquela vez que eu cai de saia na escada da escola, com todo mundo, inclusive meu ex, meu atual e meu futuro namorado atrás de mim) eu começo a rir de mim mesma, descontrolada. E o fiz. Fiquei rindo que nem boba alí na frente, com todo mundo rindo de mim ou comigo, não tenho certesa. Uma alusão a imaginar pessoas sem roupa não me fez sentir mais confortavel ( por que eu realmente imaginei, e não foi nada pop imaginar aquele gordo do fundão só de cuecas).


Bom, de um jeito ou de outro, eu consegui acabar de falar o que eu precisava. E fui me preparando para sair calma e delicadamente da classe. Mas algum infeliz gritou meu nome, eu virei para olhar, e como eu não sou nada desastrada...


PLUUUNFTTTTT


É. Tropecei felomenalmente. E cai de cara na porta.


O que se seguiu depois foi apagado da minha mente involuntariamente, num instinto de sobrevivência. Se não, eu me mataria ao lembrar do coro de risadas e do ser caido no chão de tanto rir. De como até o professor, ao me ajudar a levantar, estava vermelho, quer dizer, ROXO de tanto rir. De como eu sai de lá, sentei no chão e começei a chorar e rir ao mesmo tempo.




Eu acho que vou enfiar a cabeça num saco de papel.



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novo lay, com a musica mais perfeita do momento. fiz ele com pressa, pois queria tê-lo antes que a música estore e me chamem de modista. talvez isso já aconteca, maaaas, me esforcei ao máximo.


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Quarta-feira, Outubro 19, 2005


Passageiro de ônibus.


Helena pegou o ônibus e sentou no ultimo banco, deixando os pensamentos soltos. Olhos as fixações. Ininteligíveis. Algum dia quiseram dizer alguma coisa. Um recado para o amor de sua vida? Um xingamento? Ou apenas um rabisco sem nexo? Algum dia alguém soube, e leu, mas agora são apenas linhas desbotadas de sentido.
O barulho do ônibus embalava seus pensamentos e seu corpo cansado. Todos os passageiros estavam em silêncio, olhando para frente, ligeiramente constrangidos. É quase como num elevador: um cubículo fechado onde vizinhos ficam com os olhos no teto, no chão, em qualquer lugar menos na outra pessoa. Às vezes alguém puxa assunto, o outro responde e tudo acaba em sorrisos amarelos. É o mesmo constrangimento. Se bem que no ônibus ele é reduzido, por que ninguém é obrigado a dizer nada: são só estranhos que nunca mais vão se ver na vida.
O ônibus parou. Entram duas adolescentes falando e fazendo barulho. Felizes. Sem preocupações com nada. Provavelmente estão indo para a casa de uma terceira assistir filmes e falar de garotos. Pode ser também que estejam voltando de suas escolas particulares, nunca se sabe. Garotas despreocupadas, contando alto suas aventuras, quebrando o silencio tímido do ônibus. Helena as fica olhando e lembrando de seus tempos de adolescente. Não fazia tanto tempo, ela que estava falando mal dos professores e discutindo sobre a barriga do artista tal.
Desvia a atenção: ficar olhando aquelas meninas dói. Resolve então olhar a rua. Adorava fazer isso. A rua é o único lugar totalmente democrático. Passam pedreiros, madames, metaleiros e hippies. Todos andando, por prazer ou obrigação. Andando rápido, devagar, sorrindo, olhando pro chão. Um garoto passa ouvindo música e cantando junto, dançando também. Parece que ele está numa bolha, onde ninguém pode fazer nada para atingi-lo. Parece que ele vai continuar a cantar e dançar para sempre. E assim permaneceu, até desaparecer do campo de visão janela do ônibus. Para sempre.
Helena sente os olhos se entristecerem. O ônibus passa lentamente na frente de uma favela. Crianças seminuas brincam no lixo, enquanto uma moça grávida dá uma bronca num moleque. No seu filho. A menina tem uns quinze anos, no máximo, e já é mãe. De quantos? Quantas daquelas crianças subnutridas são filhas da garota? Ela larga a orelha do pivete e olha para a avenida. Olha para o ônibus. E seu olhar se encontra com o dela, um olhar acusador, triste, como se a mulher no ônibus fosse culpada de sua desgraça. Esta desvia o olhar, assustada. Por que a pobreza atrai olhares? A favela é como um circo, e todas as madames classe média passam lá com seus maridos e carros de passeio e ficam olhando, como se realmente fosse tudo um grande espetáculo.
Estranhamente, as duas garotas barulhentas descem aqui. Dirigem-se à garota grávida, e ficam conversando. É, as aparências enganam. Imaginou o que pareceria para os outros passageiros. Uma mulher indo para casa? Uma moça passeando sem rumo? Várias vezes lhe disseram que parecia mais velha do que realmente era, e ela sempre tomara isso como um elogio. Mas agora se sentia velha e usada, e queria voltar a ser que nem aquelas garotas. Só agora ela notava que tinham a mesma idade. Mas Helena crescera muito mais rápido.
Com um tranco, o ônibus continuou a andar, alheio à suas preocupações. Não estava mais leve, com os pensamentos soltos. Estava mal pelo que foi e pelo que é, pelo que não aproveitou. Toda sua vida quisera ser adulta, e agora que era, bom, não tinha tanta graça assim. Até aquela jovem mãe aproveitava mais a vida, a julgar pela conversa de suas amigas.
Uma senhora embarca no ônibus. Velha e enrugada, fria, a beira da morte. Helena achou fantástico o modo como o ônibus estava refletindo sua vida. Quando a velha sorriu para o moço que lhe cede o lugar, ela não agüentou. Deu o sinal e desceu.




Atualização rápidex enquanto não tem ninguém em casa.
conto velho, chato e bobo.


assim que der escrevo mais.
estou respondendo comentários enquanto posso, na escola.
adéus.



Sábado, Outubro 15, 2005


100 coisas sobre mim

001. eu converso comigo mesma;
002. eu tenho humor de lua;
003. eu não tenho um namorado;
004. eu sou palhaça, às vezes;
005. eu sou bastante sensível;
006. eu odeio tocar violão, mas faço aula.
007. eu tenho uma covinha na bocheicha esquerda, quase no olho.
008. eu amo gatos
009. eu não choro em quase todos os filmes
010. eu adoro bebês;
011. eu ja fui para a França;
012. eu falo merda pra caramba;
013. eu tenho mania de ler cartao de estacionamento;
014. eu morro de preguiça de depilar as pernas;
015. eu gosto de pintar o cabelo;
016. eu amo minha irmã;
017. eu como muito;
018. eu já tive dois gatos que morreram;
019. eu não ronco;
020. eu me acho chata;
021. eu preciso de amigos;
022. eu ainda acredito um pouquinho em papai noel ;
023. eu sou preguiçosa;
024. eu já quebrei a perna e passei o meu aniversario engessada;
025. eu gosto de ser goleira no futebol;
026. eu só estudo inglês por que é materia obrigatória;
027. eu sou uma rebelde sem causa;
028. eu não sei se tenho celulite na bunda;
029. eu sou extremamente esquecida;
030. eu sou muito timida;
031. eu odeio hipocrisia;
032. eu só uso all star;
033. eu pinto a unha de verde limão;
034. eu não quero deixar de ser estudante jamais;
035. eu tenho aflição de ver aquarios com peixes;
036. eu fico escutando uma musica zilhões de vezes e nao enjoo;
037. eu me arrumo rapidinho quando eu quero;
038. eu folheio revistas a partir da última página;
039. eu tenho mania de perseguição;
040. eu sou impaciente;
041. eu nunca estou satisfeita com meu peso;
042. eu finjo que a violencia nao existe;
043. eu entro em muitas enrascadas;
044. eu como mau e me orgulho disso;
045. eu só fui num cemiterio uma vez, e não achei nada demais;
046. eu sacho que sei muito de html;
047. eu uso aparelho fixo a tre anos e meio;
048. eu subo a escada rolante que desce;
049. eu não sou medrosa;
050. eu colo muito na escola;
051. eu as veses tenho chulé;
052. eu amo ter cabelo enrolado;
053. eu já arranquei o cabelo de uma menina numa briga;
054. eu odeio ovo;
055. eu adoro andar de aviao;
056. eu nunca tive medo de palhaço;
057. eu acho Luciano Huck horrível;
058. eu não suporto a Angélica;
059. eu tenho um sonho secreto de ser celebridade;
060. eu não sei se eu já amei de verdade;
061. eu faço ginastica olimpica;
062. eu me acho feia;
063. eu vi 'matilda' umas 15 veses;
064. eu não tenho bicicleta;
065. eu não tenho um gosto musical refinado;
066. eu sou dramática;
067. eu sou baixinha;
068. eu amo os meus amigos;
069. eu calço trinta e sete;
070. eu gosto de cantar, mas canto mal;
071. eu tenho o pé largo e feio;
072. eu sou pessimista;
073. eu não sei a tabuada do cinco;
074. eu gosto muito de junky food;
075. eu adoro piadas sem graça;
076. eu amo limão;
077. eu não aquento pesoas que reclamam de serem magras;
078. eu recorto revistas e colo na porta do meu quarto;
079. eu acho que eu nasci na década errada;
080. eu sou meio metida;
081. eu leio no banheiro;
082. eu quero ser 'the 4400' mas tenho medo;
083. eu sou fotogênica as veses;
084. eu tenho roupas que odeio;
085. eu tenho somente CDs originais;
086. eu uso calcinhas coloridas;
087. eu gosto de salada;
088. eu só uso lapis de olho;
089. eu adoro doces;
090. eu sou ciumenta;
091. eu mais amigos virtuais do que reais;
092. eu adoro me fazer de vítima;
093. eu sou sempre a última a saber;
094. eu já descobri um primo pela internet;
095. eu gasto muitocom bobagens;
096. eu ja acreditei em horóscopo;
097. eu não gosto de mar;
098. eu me acho inteligente ;
099. eu amo ler.
100. eu odeio questionarios pela internet




só por que eu vou ficar em hiatus forçado.castigo.
então fica 100 coisas pra voces lerem.
saco o trocadilho infeliz?
'sem coisas' 'cem coisas'.
hahaha.


é rir para não chorar.



Quinta-feira, Outubro 13, 2005


Todo dia ela pega o mesmo ônibus, na mesma hora. A rotina é o astro rei de sua vida. Todo dia, todo dia. Sua mente não controla mais o corpo; vagueia por lugares distantes e tempos esquecidos. Mas ela não esquece do corpo que abandonou, e ás vezes lança um olhar apressado para ele. O olhar atravessa a barreira de tempo e espaço, e a mulher no ponto de ônibus parece quase humana.

A moça está lá todo dia. Com o mesmo olhar fixo, parado. Vazio de sentimentos. Todo dia ela espera oito minutos pelo ônibus. Todo dia ela embarca sem olhar para traz. Todo dia, todo dia.

Ela se tornou cega, cega para as cores, cega para a vida. Todo dia ela embarca no mesmo ônibus, e encara as mesmas pixações.

Todo dia, todo dia. Ela chegou no horário de sempre. Mas hoje ela parece diferente. Está nervosa. Seu olhar revela suas intenções: ela vai lutar, lutar contra a rotina, como quer fazer desde que caiu no domínio desta tirana cruel.

Todo dia ela pega o mesmo ônibus. Com um olhar triste, ela embarca. E encara as mesmas pixações.








ontem teve pic nic na praça da sabesp.
aquele praça onde eu passei minha infância.
foi, no mínimo, estranho.
mas deixarei minha opinião sobre esse fato para depois.




e ei, o texto no outro post não foi meu. foi da lau .



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uma semana em hiatus forçado.
quando voltar, explico.


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Segunda-feira, Outubro 10, 2005


Saudades dessa viagem. Saudades desse tempo. Saudades. Um sentimento comum, mas impossivel de descrever. Impossivel de explicar e impossivel de entender. Presente em quase toda nossa vida, menos quando somos crianças e nem sabemos que esse sentimento existe. Talvez até sentimos ele, mas não sabemos o que estamos sentindo, sentimos apenas um vazio que pode ser preenchido com uma amarelinha ou com a permição de um doce antes do almoço. Saudades de não sentir saudades.
Cansei de falar sobre saudades, afinal esse nem era meu objetivo original. Entao, vamos a ele. Essa viagem é indiscritivel, inesquecivel. Foram tantos momentos especiais, por onde começar? Acho que a melhor parte dela foram as cambalhotas e acrobacias na praia, ou o que estas representaram:

Praia pequena, quase deserta. Cinco amigas que não ligavam para o que ia acontecer nem para o que os outros pensavam delas naquele momento. Só estavam felizes, uma felicidade simples, quase infantil e inocente. Essas amigas resolvem se divertir, se portar como quisessem, sem medo do que os outros iriam pensar, sem medo de como os outros iriam olhá-las. Sem medo. Nem do presente nem do futuro. Elas passam dias maravilhosas nessa viagem, dando cambalhotas, enchendo os biquinis de areia como costumavam fazer quando menores, mas normalmente desistiam (em outra viagem, em uma viagem comum) pelo desconforto que a areia causaria. Rolando até o mar, só rolando. Levando caldos, se abraçando. Rindo, rindo, rindo. E fazendo mais acrobacias e se sentindo apenas felizes, livres. Não pensavam em como o banho ia ser complicado depois de toda aquela bagunça, por conta da areia que estará presa em seus cabelos e quantas mãos de shampoo serão necessarias para acabar com essa sujeira. Não queriam saber aonde essas amizades iam parar, só estavam felizes de estarem juntas e rindo sem ter que pensar em nada. Elas jogavam, tiravam fotos, faziam confissoes, dançavam, riam, brincavam, conversavam até tarde, fugiam dos caiçaras. Se divertiam pura e simplesmente.
Infelizmente essa viagem acabou, e elas tiveram que voltar para casa. E o mais triste, cada uma para sua casa. As cinco nunca mais ficaram juntas. Sempre tem alguem no caminho, sempre tem alguma briga estupida, sempre tem um problema que impede elas de serem mais uma vez simplesmente felizes. Que impede elas de brincarem de pequena sereia e jogar todas juntinhas os cabelos molhados e cheios de areia para trás. E rirem disso, e acharem isso o maximo, e isso ser de fato o maximo. Isso nunca mais será possivel. Parece que cada uma foi para um lado e algumas parecem não fazem questao de se juntarem novamente. Elas talvez tenha esquecido a sensaçao de ser apenas feliz. De ser apenas livre. De ser inocente. Elas talvez tenha até esquecido dessa viagem. Duas delas tentam em vão junta-las de novo, sabem que isso impossivel e a viagem nunca acontecerá de novo. Se por algum milagre as cinco se juntarem novamente a viagem não será tao simples. Brigas bobas vao acontecer, elas irão ficar preocupadas com os namorados delas, as outras amigas, a familia, a doença, os problemas; enfim, o desconforto que a areia causará depois.

A palavra fim me irrita. Não devia existir. Não devia existir principalmente se tratando de amizades. Amizades deviam ser proibidas de acabar. Jamais, nunca e impossivel são outras duas palavras irritantes. Três palavras capazes de destruir sonhos e ambições. Isso nunca se realizara, isso jamais se realizara, impossivel isso acontecer. Palavras não tem o direito de desmoronar desejos assim. Nada nem ninguem tem o direito de acabar com os sonhos dos outros. Amizades tambem nunca deveriam ser tachadas de impossiveis. Toda e qualquer amizade é possivel. Nos que tornamos essa coisa tao bonita em especial em algo dificil e confuso. Pra que? Se soubesse pode ter certeza que essa viagem aconteceria, para o resto de minha vida, em todos os feriados.



Sexta-feira, Outubro 07, 2005


eu nao quero ficar sozinha.
nunca.
jamais.



quero ter sempre alguem por perto. alguém que eu possa abraçar do nada e dizer que amo, não nescessartiamente amar de amar, amar de amigo mesmo.


quero ter sempre um ombro onde chorar. quero ter sempre alguem com quem sorrir. quero ter sempre alguem em quem confiar.


quero sempre poder contar com as pessoas,quero nunca mais me decepcionar com alguém.

quero ter sempre um colo materno para onde me recolher. quero ter sempre uma cama quente para me encolher e esquecer que o mundo existe.


quero ter sempre lembranças para pensar no meio da noite. quero sempre imaginar.

quero ter sempre a inocencia de uma criança. quero a liberdade de um adulto. quero a ideologia de um adolescente. quero a vivencia de um idoso.


quero poder pensar que o mundo é bom, e que tudo passa. quero acreditar que o politico X vai aumentar em 50% a taxa de emprego e que o sabão em pó Y deixa suas roupas 5x mais brancas.


quero poder sempre sonhar. e poder sempre acreditar nos meus sonhos. quero poder dormir, dormir para sempre.



você está com medo de ficar sozinho?
porque eu estou.
estou perdida sem você.
você está com medo de deixar esta noite?
porque eu estou.
estou perdida sem você.





texto escrito enquanto comentava no fotolog dela.
viu como comentários podem ser úteis?




e querido papai noel:

eu fui uma menina muito boa este ano. eu sei que ainda é um pouco cedo, mas você pode já ir encomendando um IPod para me dar de Natal? Eu juro que limpo meu quarto todo dia, faço todas as lições de casa e como alimentos com fíbras três veses ao dia. Eu mereço.

=DD



Quarta-feira, Outubro 05, 2005


palavras escritas no vapor.



tão descartáveis como sorrisos hipócritas.
tão verdadeiras como o amor infantil.


palavras no vapor. apenas palavras
palavras que somem, que não servem para nada
palavras que não contam nada.


palavras escritas apenas para vê-las desaparecer pelo ralo.
apenas para elas evaporarem, e sairem voando pela janela...


palavras soltas, sem nexo.
palavras completamente verdadeiras.somente a verdade, a mais pura verdade, a verdade que ninguem pode saber.
a verdade que apenas o vapor pode saber.


palavras que a boca se recusa a contar.
escreve e apaga, para que ninguem possa ver.
escreve e modifica, rabisca, reforça.
escreve no espelho, no box.
escreve no vapor.


quantas obras-primas de poesia a chuva não contaria.
obras que foram esquecidas junto com a ultima gota gelada que cai do chuveiro.
obras secretas.
obras no vapor.


desenhos, rabiscos, palavras no vapor
revelam mais até do que os rabiscos feitos ao se passar horas no telefone.
Estrelas, caracóis, tudo se mistura numa fusão de ideias.
numa fusão de água e ar.
no vapor.


palavras escondidas.
palavras tão secretas que mesmo escritas nada revelam.
palavras, apenas palavras no vapor.



apenas palavras.
apenas.






sim, eu voltei.
não sei por que decretei hiatus. foi uma loucura.
sei lá, me deu vontade na hora.
mas voltei.
e arrumei todo o html.
novos links, seção de past lays e tops.
e a caixinha de link que ela fez pra mim.



e mudei o lay.
aposto que ninguem percebeu.



Terça-feira, Outubro 04, 2005


cansei.
cansei de internet.
cansei de msn
cansei de blog
cansei de fotolog
cansei de html
cansei de responder comentários.
cansei de tudo.


hiatus. sei lá por quê.
só estou cansada.



Segunda-feira, Outubro 03, 2005


só a água.
caindo.
caindo.
caindo.


somente ondas.
pensamentos.
ideias.


apenas imagens.
escuro.
vasio.

só a água.
caindo.
caindo.
caindo.




depois de um banhode uma hora, você se sente limpa.
de corpo e alma.



Sábado, Outubro 01, 2005


ai ai ai.
tem coisas que me dão ódio.


começando do começo.




Ontem, eu fui na Sala São Paulo com meu colégio. Cento e dezenove adolescente revoltados para onze professores. Iriamos ver um concerto á noite, no coro, chique.

Tudo começa pelas roupas. Teve gente que foi como se tivesse ido para o estádio. Tudo bem, eu não esperava todo mundo de terno e salto, mas tem que ter o mínimo de respeito para com o lugar. O MINIMO. E ir com a roupa que vai na escola não é respeito.

No concerto. Eu achava que ia ser uma bagunça total, para ser sincera. Mas não. Tudo ocorreu melhor do que eu esperava. As pessoas ficaram quietas. Os mais impacientes, que não gostavam de musica clássica, se remechiam um pouco na cadeira. Algumas pessoas faziam cochichos ocasionais, mas nada que incomodase. Isso na minha série.

Já o resto da platéia... Eu tenho vergonha só de falar. As meninas da sexta série atrapalharam, zuaram. Batiam palmas que nem retardadas, dançando, gritavam 'uhuuul', e, no intervalo, ficavam comparando quantas broncas tomaram, num tom de vitória. Algumas fileiras á frente, uns velhos gordos e gripados ficavam falando e tossindo a todo momento. Sem parar. Incomodando os músicos, já que o coro é muito perto da orquestra.



Resultado?


Muitos pagaram pelo erro de poucos. E pelo erro que não foi nosso. Fomos convidados a se retirar. Claro. É muito mais fácil expulsar um bando de adolescentes do que alguns senhores. Porque adolescente não gosta de musica clássica. Adolescente baderna. Adolescente que faz tudo.


Sim, teve aquele grupinho da sexta série que aloprou... Eles merecem morrer. Eles acham que são 'pop' por que zoam na orquestra. Mas bem feito. Está todo mundo com raiva deles. Delas, para ser mais precisa.


A cara do profesor de música, quando estávamos no ônibus... Era de uma tristesa, nossa, eu quase chorei. Sério. Segunda feira, a bronca vai ser magistral. O pior é saber que não tivemos culpa. que nos comportamos melhor do que esperado. Meu deus, os dois meninos mais bagunceiros da minha classe estavam sentados JUNTOS, e não falaram um piu. Nada.









Falando em ser 'pop', garotos bagunceiros e chorar, eu tive uma bela decepção com um garoto. Que eu julgava ser meu amigo. Que me magoou muito, com uma piadinha.

O problema é que você nunca achará seus amigos nos garotos populares. Por que o maior objetivo é que todo mundo goster deles e achem eles engraçados. E eles fazem piadas. Doa a quem doer.

E dessa vez doeu em mim.








E ah, muitas pessoas acharam que o texto do post anterior foi tirado dum livro. Mas não. Na verdade, fui eu que escrevi. Eu pensei em acabá-lo, mas minha mente limitada se recusa.

De verdade, me deixou muito feliz voces acharem que eu escrevo que nem uma escritora 'de verdade'. Nao que eu seja de mentira. Voces entenderam.





Quarta-feira, Setembro 28, 2005


Está chovendo. Está sempre chovendo agora: a mais de um mês que não faz sol aqui na vila. A única diversão dos habitantes é ficar olhando a chuva, com os olhos cansados. Portanto, todos viram a pequena figura com um sobrtudo preto grande demais para ela andando resoluta no temporal. As gotas da chuva machucavam sua pele, mas ela continuava andando. Alguns dizem que seus solúços ecoavam na rua silenciosa. Alguns dizem que era sua risaada cínica, sarcastica, peculiar.

Elora não se importava que a observassem. Que olhassem, e comentassem; não iria voltar mesmo. Que pensassem que ela era uma bruxa. Que dissesem que ela estava arrependida. Engoliu o soluço, mas as lágrimas rebeldes queimaram-lhe a face. Sim, iria sentir falta da vila. Mas não podia continuar ali. Sem olhar para tráz, continuou andando. Então, a figura da pequena garota sumiu na bruma. Parou de chover.




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lay novo trá-la-la.
tenho que botar umas coisas a mais nele, tipo o botton que ela me fez e os tops de deste e deste concurso, mas tô sem paciencia.
eu preciso parar de fazer /edits


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Quarta-feira, Setembro 21, 2005


Sim, sou saudosista.


Vivo em favor de uma época que já passou. Uma época que não vivi. Uma época que não existiu. Uma época que eu montei cuidadosamente, nos minimos detalhes. Uma época de ideais firmes, de passeatas, de manifestações. Uma época de sexo, drogas e rock'n roll. Uma época de magia e romance. Uma época de livres ideias. Mesmo que proibidas.

Uma época que não existe. Que não existiu. Uma época baseada nas ilusões de uma garota sobre os anos 80, a Idade Média, anos 60,e etc.



É.
Eu queria ter sido adolescente nos anos 80.
Ou na ditadura de 64. Não dianta falarem que era horrivel, que era só sofrimento, tortura, dor. Isso só aumenta meu desejo.

Naquela época os estudantes queriam mudar o mundo. Agora assistimos tudo de cima do muro da escola particular. Pequenos burgueses que se acham punks por que se drogam e sabem definir anarquia. Adolescentes que estão acomodados com o mundo do jeito que ele está, por que assim eles tem acesso a IPods, coisas da Puma, Disel.

Até o All Star está virando consumo. O mesmo all star que era simbolo de rebeldia, agora está disponivel em modelos de salto e bico fino.





Sabe o que é pior? Todos os 'eles' do texto acima, na verdade é 'nós'.











[edit]
impressão minha ou o começo ficou nada a ver com o final do post?
tudo bem.
afinal, eu estou no top 8!!!!



yeaaah


[/edit]


[edit²]

olha.

tá.
eu to boba.
bobissima.
[/edit²]



Segunda-feira, Setembro 19, 2005


Nothing is Real diz:
quem seria "ele" das primeiras partes?

With a lunatic smile on my face, now i'm drifting forever in space. diz:
ele é meu principe. meu carrasco.uma pessoa que so existe na imaginação. meu 'muso'

With a lunatic smile on my face, now i'm drifting forever in space. diz:
por que eu preciso tem alguem sobre quem falar

With a lunatic smile on my face, now i'm drifting forever in space. diz:
entao eu junto varios fragmentos de varias personalidades

With a lunatic smile on my face, now i'm drifting forever in space. diz:
e crio meu franksntein



Pronto.
Essa é a definição perfeita sobre quem é ele. Vou botar ela no perfil.
E ponto final.

nothing is true, nothing is false, nothing is good and nothing is evil, just because nothing is real

***

dont-care.blogger.com.br
Muito perfeito.
Nem tenho o que comentar sobre um excelente blog como este.
Nota 10

avaliação por http://www.blogdaonca.blogger.com.br/


href="http://ubercontest.blogger.com.br" target="_blank">


Nothing is Real diz:
eu conseguiria definir passo a passo da revolução de 32, revolução industrial, inconfidência, explicar fatores, debater política, definir a independência dos EUA, mas não escrever como vc...a vida é assim...cada um com as suas qualidades.


tátátá.
infantil da minha parte postar isso.
mas meo. sabe o que é você se empenhar numa coisa, e depois de anos ela ser reconhecida?

blogs meus nunca ganham concursos.
blogs meus nunca são pops.
blogs meus nunca tem 3 bilhões de comentários.


mas eles são bons.eu posso dizer isso.


***

Pronto, resolvi tomar vergonha na cara e postar. Postar só por postaré uma coisa que eu odeio, mas sabe, é contra minha politica fazer mais de um /edit por post.
então vai esse post de cocozinho.



Terça-feira, Setembro 13, 2005


"Nunca, desde que fora criança e despreucupada, Morgana conhecera a feliciade,algo do que se recordava vagamente[...].O sol parecia mais brilhante, as nuvens pareciam mover-se pelo céu como grandes asas no ar entontecedor e brilhante, cada trevo no meio da grama reluzia com luz própria, luz que parecia brilhar também dela. Viu-se refletida nos olhos de Lancelote, e soube que era bela, que ele a desejava, e que o amor e o respeito que sentia erão tão grande que ele conteria seu desejo. Sentiu-se explodir de alegria.

O tempo parou. Ela nadava em satisfação. o rapaz apenas lhe acariciou o rosto com as mais leves carícias, e nenhum dos dois desejou mais do que isso[...] Parecia que uma vez, ha muito tempo, haviam se deitado assim, satisfeitos, sem se importarem com o tempo, numa paz interminvel, como se fossem parte das pedras de pé que sempre se encontraram alí, como se ela experimentasse e recordase, ao mesmo tempo, que estivera naquele lugar com Lancelote".




Não sei por que escolhi esse trecho. Não me ocorreu nada parecido nesses dias. Mas sei lá, eu acho que um diz já alcancei essa paz. Não na vida acordada; só no meu mundo de sonhos. Por isso eu prefiro ele. Por que lá eu posso só ficar deitada na grama com o cara que eu amo, sem se preucupar com nada. Posso simplesmente abraçar ele, sem pensar no tempo. Posso simplesmente ser feliz, felicidade pura.


Sabe, eu senti essa felicidade acho que uma vez na minha vida. Culpa dele. Mas eu não quero pensar sobre isso.

Por que ele merece morrer. Eu acho que me apaixonei por uma ilusão, um sonho meu. Confundi meus devaneios com a verdade. De tanto idealizá-lo, fundi varias personalidades numa só, e ao ver como ele é na real, meu mundo de imaginação explodiu que nem uma bolha de sabão. E isso doeu. Foi tão dificil fazer uma bolha daquele tamanho, e ele a explodiu com tanta facilidade...



"Morgana viu como devia parecer a Lancelote e a estranha donzela loira: pequena, morena, com o sinal bárbaro na testa, a roupa elameada até o joelho, os braços imodestamente nus, os pés imundos e os cabelos despenteados. Sentiu uma onda de raiva contr si mesma, de desprezo pelo seu corpo pequeno e moreno, seus membros seminus, a túnica elameada. Por um momento, quando Lancelote a olhou, pensou que ele também devia considera-lá feia, bárbara, estranha. Aquela criatura delicada e dourada pertencia os verdadeiro mundo dele".



Sim, ele me acha estranha e bizarra, mas só na frente dos outros. Quando estamos sozinhos,somente nós dois, ele me trata bem. Não sei por que isso. Sempre achei que ele tinha essa nescesidade de de humilhar para se auto-firmar, mas talvez seja mais do que isso. Não sei. Talvez ele saib que tipo, eu tenho mais poder que ele, e tenha medo disso. Talvez ele goste saber que tem controle sobre mim, por que tem medo de me perder. Por que eu tenho mais caráter que ele. Acontece que ele sabe manipular esse caráter.


"Morgana respirou fundo, envonvendo-se outra vez no manto de sacerdotisa, e no encanto que podia ter, quando queria. Apesar de suas roupas sujas e rasgadas, apesar dos seus pés descalços e do cabelo despenteado, ela sabia que, derrepente, parecia alta e imponente. Sabia, embora não visse, que o medo e o respeito haviam voltado aos olhos da moça, mas afastou-se silenciosamente, com o deslizar leve de uma sacerdotisa de Avalon".






post sem noção? sim sim sim.
mas to sem saco de escreve outra coisa.



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primeiro prêmio do i dont care.
espero que não o último.


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Quinta-feira, Setembro 08, 2005


6:30am, quinta feira. Cena de uma familia normal.

'Filha... levanta. Voce vai chegar atrasada. Vamos filha, seu café está pronto. Sem mais cinco minutos. Sem mais um minuto. Vai!'

6:30am, quinta feira. Cena da minha

'Mãããe! Levanta! São seis e meia! O café tá pronto, eu fiz. Vamos, eu não quero perder a primeira aula'



Tinha que ser. A puta da coordenadora marca uma reunião as sete e meia e quer que a minha mãe vá. *morre*

Minha mãe nunca acorda essa hora. Ela têm insônia e preguissite crônica.

Durante uma semana normal, eu sou auto suficiente, levanto com meu despertador, nunca me atraso, faço meu próprio café. Sou o único ser acordado da casa.

Não estou reclamando; pelo contrário. Das cinco e meia ás seis e quinze, a casa é minha. Se eu quiser assistir TV pelada eu posso. É meu horário preferido do dia, nesta hora eu estou completamente livre para ser exatamente o que sou, agir e pensar livremente, sem as regras da sociedade.

Voltando. Reunião. Minhã mãe raramente dorme antes das 4. E agora está ela, as sete e cinquenta e três, tomando banho para me levar para a escola.

Tipo que isso é muito surreal. Não faz sentido. Minha mãe nunca me levou para a escola. Normalmente eu vou de perua, e as veses meu pai me leva. Mas minha mãe?

Estou vivendo uma cena normal, de 'filha-vamos-para-a-escola'.

Neste momento, quase sinto que tenho uma familia normal.




Agora sobre o fim do namoro.

Meu namorado e são pessoas diferentes. Ele é meu amor, a pessoa que eu perco o ar quando chego perto. Eu sempre me refiro a ele assim, em negrito, mas sem dizer o nome. Por que na maioria do tempo ele não sabe que ele é ele. Meu namorado foi uma coisa passageira, durou um mês, um mês onde não rolou amor, só atração fisica.

Acabamos de comum acordo. Ele veio falar comigo, eu concordei, E sai no mesmo estado de espirito que estva. Depois eu comecei a me sentir mal por não estar mal, por que se eu não estava mal, nada tinha tido importância.

E não teve mesmo. Foi uma experiência legal, mas não era para durar.

Agora eu acho que vou me dedicar interamente a ele, que infelizmente já sabe que eu sou uma estúpida infeliz. E sei que não sou correspondida. E sei também que não posso ficar com ele sem magoar minhas verdadeiras amigas.


Voltamos ao início.



Terça-feira, Setembro 06, 2005


Falei.

Isso. agora ele sabe que eu sou uma boba. Infelizmente.

Ele agora tem poder total e completo contra mim. Ele pode me fazer de um brinquedinho de corda, como sempre faz. Ele pode me fuder completamente, e o fará.

Como eu odeio ele. Como eu amo ele?


E agora ele sabe.


Ai. Que medo.


Depois eu posto a conversa com ele. Agora eu tenho que ir para a escola.

Sim, eu acordei mais cedo denovo só para ficar no pc.


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novo lay. tomara que vocês gostem.


e a propósito, eu acabei meu namoro. não estou deprimida. na verdade estou deprimida por não estar deprimida.

foi de comum acordo. os dois tavam de saco cheio.

depois escrevo mais.

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Segunda-feira, Setembro 05, 2005


Yeah.

O bom de gostar de bandas 'desconhecidas' é que você acha cds por dez reais

Yeaaah.

Fuçando naquelas montanhas de promoção, entre 'leandro e leonardo' e 'o melhor de elvis- volume 10', você acha cds do the doors.

E não, eu não sou mão de vaca tá? Eu não compro só de promoção. Comprei também um cd do Led Zeppelin que custou 73,80 . Mas não fui eu que paguei né? Foi o papai. =D

Ah, deixa eu ser mimada uma vez na vida vai? To super happy.




Sábado eu fui no shops com um bando de jente. Foi meio estranho, por que só tava uma menina com o namorado e mais quatro homens solteiros. E eu. E entre os meninos, estava ele. Mas eu sou uma boa menina comprometida, e não satifiz os desejos deles.

Mas se ele me agarrase....

E eu comi batata frita com sorvete. Vocês não sabem o significado oculto que isso tem. Tipo, é muito prófetico isso. Ainda mais com o sorvete sendo dele.

Qualquer dia eu explico isso.




Atualizaçãozinha de merda, sem conteúdo, fútil³²¹, mas tudo bem. Só para eu não ser mais uma revoltada que não posta.



Quinta-feira, Setembro 01, 2005


Eu estava vagueando no vagalume e achei uma música chamada Little Miss Queen Of the Darkness.

Meu, é a letra mais perfeita.


Well I met her accidentally,
In a little discotheque.
And she acted oh so friendly
To every fella that she met.
And her hair was hanging down,
Like a bright and silver machine[?].
Little Miss Queen of Darkness
Dancing night and day.
Little Miss Queen of Darkness
Dancing, dancing on.

Although she looked so happy,
There was sadness in her eyes.
And her curly false eyelashes
Weren't much of a disguise.
And her bright and golden hair,
Was not all that it might seem.
Little Miss Queen of Darkness
Dances sadly on.
Yes Little Miss Queen of Darkness
Dancing, dancing on.

There was something missing
From her carefree little life,
And she'll never understand you
When you're kissing her good night.
'Cause the only boy she had
Went and coolly stepped aside.
And Little Miss Queen of Darkness
Might as well have died.
Little Miss Queen of Darkness
Dancing, dancing on.



Perfeita. Aliás, todas as letras do The Kinks são perfeitas. Eu ainda não tive a oportunidade de ouvi-los [então ,se alguém tiver alguma coisa, me avisa por favor], mas tipo, é PERFEITO.

Por que é tão dificil achar bandas boas?

Todas as bandas de modinha só falam ' eey senhoriita não sei se você acreditaaaa em amoor a primeir visstaaaa' , ' eu tento escapaaar da dooor a qualque horaaaa' ou 'o amoooorr é o caloooorrr que aqueeece.. a almaaa'. E chegam ao primeiro lugar. E grudam que nem chiclete. E viram ringtones. Viram nick mundial. E são decoradas de trás pra frente e em latim por todas as pessoas que 'gostam' de música.

Já as bandas decentes, como Shaaman, Lacuna Coil, The Kinks, nunca sequer tocam no rádio.

Talvez isso até seja bom. Por que você não vê pousers nojentas estuprando suas musicas preferidas, transformando-as em ringtones e em niks de msn, cOm aX lEtRaS aXIm.

Mas você também tem que batalhar até achar aquele cd que você quer tanto, e também é dificil achar alguém para discutir sobre suas bandas, sobre a musica X e sobre o baixo foda da musica y. Você se sente meio alienado. E fica puto quando ouve a sua musica tocando no rádio e sendo transformada no mais novo single.

É nessa hora que você é taxado de modista.



Terça-feira, Agosto 30, 2005


Por que feliz?

Sabe, as veses me parece que as pessoas tem uma nescessidade absurrda de controlar a felicidade. A própria e a do outro. Parece que você tem que ser feliz 24h por dia, 7 dias por semana. E se você não está feliz, você não deve sair por ai dizendo isso. Finja que está feliz, ao menos. Não contagie os outros com sua infelicidade. Viva a vida como um comercial de margarina.

Por que isso? É claro que é bom estar feliz; mas não 24h por dia, 7 dias por semana. As veses, é bom ficar triste, ouvir aquela musica deprê no volume maximo enquanto come feito um porco, debaixo do edredon velho e manchado. É bom ficar triste, e ligar para o (a) melhor amigo(a), e ficar horas falando da tristesa e de todas as suas implicações. Quando ficamos tristes, percebemos para que que servem os amigos.

Não estou fazendo uma apologia a tristesa. Não é isso. Mas eu estou dizendo que essa felicidade de faixada, plástica, não serve para nada. Isso até deprime mais, toda essa hipocrisia de comercial de margarina e pasta de dentes, com pessoas sorrindo tomando seu café da manha, como se depois desse café da manhã eles não fossem lavar a louça e discutir, como pessoas reais!

Cansei dessa felicidade falsa. A vida não é perfeita. Somos pessoas reais, com defeitos, qualidades e tristesas. É bom ficar triste.

Digo isso por que sempre que uma pessoa proxima de nós está triste, nós automaticamente tentamos mostrar a ela que a vida é perfeita, não tem por que se deprimir.. Não é disso que a pessoa precisa. Ela só precisa de um amigo para ficar horas no telefone, conversando, reclamando, enquanto como chocolate feito um porco, embaixo de um edredon velho e manchado. Ninguém precisa de amostras grátis de arco-iris, borboletas e dentes perfeitos. deixem-a curtir a tristesa. Passa. Aí a gente conversa.



Segunda-feira, Agosto 29, 2005


Ninguém entendeu o link no antigo blog.
Todo mundo comentou lá.
Mas agora eu estou aqui.

Ah, sei lá, eu não estou com saco de escrever.
Hoje eu botei o roater, que é tipo uma pochete que fica medindo meus batimentos cardiacos. Saco. Mas bom, pelo menos eu faltei nas três primeiras aulas. Yes.


Mas sei lá. É um saco isso. Eu briguei com meu namorado.
Por causa de um MP3.

Não estou afim de explicar.

Não estou deprimida, deixo isso bem claro. Meu namoro é um coisa problemática.

Que eu não estou afim de explicar.


desculpa se eu frustrei vocês com essa atualização de merda, mas é que eu estou meio irritada.



Quinta-feira, Agosto 25, 2005


por que agora eu sou chique,





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